PPP 2016

ESTADO DE SANTA CATARINA 
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA 
GERÊNCIA DA EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA – JOAÇABA 
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA “PREFEITO SILVIO SANTOS







PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO










Ouro (SC), 2016



1. APRESENTAÇÃO


O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO da Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos, teve início no ano de 1975 e ao longo destes anos sempre foi rediscutido, reestruturado e analisado dentro das novas normas legais aprovadas e também de acordo com as exigências dos novos tempos.
A elaboração deste Projeto aconteceu depois de inúmeros debates e reuniões com a participação ativa de todos os segmentos da comunidade escolar: alunos, professores, funcionários, equipe técnico-administrativa-pedagógica e pais, todos sujeitos extremamente necessários nas relações educacionais.
Este Projeto é um conjunto de princípios orientadores do planejamento geral da escola, pretendendo ser a identidade, a MARCA da instituição e que possa servir de instrumento norteador das posturas coletivas desta Instituição Educacional.



2. IDENTIFICAÇÃO

Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos
Rua Júlio de Castilho, 146 - 89663-000 OURO – SC
CNPJ 82 951 328/0001-58
Fone: (0xx49)3555-1574 Fax: (0XX49)3555-5011

CARACTERÍSTICAS DA INSTITUIÇÃO

Rede Estadual de Ensino
Ato de Criação: Decreto n° 8029 de 13/06/1969
Imóvel Próprio
Terreno com 7.000 metros2
Área construída 1.449,00 metros2


História da Instituição

A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos iniciou como uma extensão do Grupo Escolar Belisário Pena, da cidade de Capinzal. No dia 13 de junho de 1969, através do Decreto n° 8.029, da Secretaria de Estado da Educação e Cultura foi autorizado o funcionamento do “GRUPO ESCOLAR PREFEITO SILVIO SANTOS”, nas dependências do então Seminário Nossa Senhora dos Navegantes, município de Ouro. Historicamente o nome de nossa Escola foi em sinal de gratidão e respeito ao esforço do Prefeito de Capinzal, tendo em vista que Ouro era Distrito do município de Capinzal, e na época de sua emancipação política, ocorrida em sete de abril de 1963 teve total apoio do então prefeito de Capinzal, Senhor Silvio Santos, nascido em 30 de setembro de 1910, no Distrito de Zortéa, município de Campos Novos e falecido em dois de maio de 1996 no município de Capinzal. Foi eleito prefeito no ano de 1959 tendo seu mandato encerrado no ano de 1964.
Durante a sua história a nossa Escola recebeu inúmeras designações, conforme demonstramos abaixo:
1969 – Grupo Escolar Prefeito Silvio Santos
1971 – Escola Básica Prefeito Silvio Santos
1992 – Colégio Estadual Prefeito Silvio Santos
2001 – Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos
Decretos e Portarias que configuraram a nossa história:
Decreto n° 8029 de 13/06/1969 autoriza o funcionamento do Grupo Escolar Prefeito Silvio Santos;
Decreto n° 10684 de 18/03/1971 autoriza denominar-se: Escola Básica Prefeito Silvio Santos;
Parecer n° 205/74/CEE de 18/06/1974, autoriza o funcionamento 6ª, 7ª e 8ª séries;
Parecer n° 218/82/CEE de 17/11/1982, reconhece o ensino de 1° Grau;
Portaria n° E/100/83 de 28/03/1983, registro nº 2208 cria o Pré-Escolar;
Decreto nº 59/SED/91 de 17/10/1991 autoriza o funcionamento do Ensino Médio com implantação do Curso de Técnico de Processamento de Dados;
Portaria nº 101/92/SED de 19/03/1992, autoriza o funcionamento do Curso de Técnico de Processamento de Dados;
Resolução n° 026/CEE de 26/02/2002 Reconhece o Ensino Médio;
Parecer n° 027/CEE de 26/02/2002 Reconhece o Ensino Médio;
Decreto n° 4221/SED de 14/03/2002 Reconhece o Ensino Médio;
Em 2007, inicia a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos de acordo com a Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006 que altera a LDB e amplia o Ensino Fundamental para nove anos de duração, com a matrícula de crianças de seis anos de idade e estabelece prazo de implantação, pelos sistemas, até 2010.


ESCRITURA PÚBLICA DE DOAÇÃO DO TERRENO PARA CONSTRUÇÃO DA ESCOLA

Pela escritura pública de n°9693 de 27/09/1972 constata-se, que o terreno onde está construída a nossa Escola, foi uma doação da Senhora “Oliva Broll Brambila”, doação estimada em oito mil cruzeiros.

DIRETORES QUE ATUARAM NESTA INSTITUIÇÃO

Ao longo de sua história, a Escola teve os seguintes Diretores:
Desde o processo de criação da Escola até 31/03/1973, Professor Guerino Riquetti
Período 01/04/1973 a 01/03/1982 – Professora Elba Andrioni Baretta
Período 02/03/1982 a 17/01/1988 – Professora Ivonete Bazzo
Período 18/01/1988 a 20/07/1991 – Professora Elzira Carleto Federle
Período 21/07/1991 a 15/03/1992 – Professor Luiz Carlos Bof (Interino)
Período 16/03/1992 a 17/02/1994 – Professor Sérgio Durigon
Período 18/02/1994 a 14/01/1995 – Professor Euclidos Celito Riquetti
Período 15/01/1995 a 30/04/1996 – Professora Teresinha de Jesus Maciel de Andrade
Período 31/07/1995 a 29/08/1995 – Professor Luiz Carlos Bof (substituto/Interino)
Período de 01/05/1996 a 29/04/1997 – Professora Eluiza Andrioni Santana
Período de 01/05/1997 a 31/12/1998 – Professor Amarildo José Boff
Período de 15/01/1999 a 01/02/2000 – Professor Silvio Scalsavara
Período de 01/02/2000 a 31/01/2003 – Professor Luiz Carlos Bof
Período de 17/07/2001 a 31/01/2003 – Professor Carlos Roberto Barth (Adjunto)
Período de 03/02/2003 a 31/01/07 – Professora Denize Maria Sartori
Período de 12/02/07 a 31/01/11 – Professora Denize Maria Sartori
Período de 03/02/2003 a 31/01/07 – Professor Fábio Coronetti (Assessor)
Período de 12/02/07 a 03/09/07 – Professor Luiz Carlos Bof (Assessor de Direção)
Período de 04/09/07 a 31/01/11 – Professora Lúcia de Giacometti (Assessora de Direção)
Período de 01/04/10 a – Professora Erci Diesel (Assessora de Direção)
Período de 01/02/11 – Professora Lúcia de Giacometti
Período de 01/02/11 – Professora Mafalda Franke (Assessora de Direção)

Necessário aqui ressaltar, que cada período administrativo/pedagógico, sob a coordenação dos Diretores mencionados, foi efetuadas atividades diversas, todas de suma importância para aquele momento histórico educacional/social. Diante dos desafios de cada tempo, temos certeza que todos buscaram da melhor forma alcançar objetivos que dignificassem a educação e levassem os educandos a preparar-se para os desafios da vida, não só do momento histórico em que se encontravam, mas também buscando que os mesmo estivessem aptos a enfrentarem os desafios futuros. Aqui devemos também ressaltar toda a equipe técnico/administrativa envolvida no processo, professores, alunos, pais, funcionários e também os órgãos auxiliares da Escola como Associação de Pais e Professores (APP), Conselho Deliberativo Escolar, Grêmio Estudantil e a própria sociedade que sempre se fez presente em todos os eventos promovidos pela Escola.

3. DIAGNÓSTICO DA ESCOLA

A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos, localiza-se no município de Ouro, meio Oeste de Santa Catarina, tem sua população estudantil filhos de agricultores da área rural ou agregados e filhos de trabalhadores da área urbana centro e bairros. A comunidade tem sua economia baseada nos minifúndios e são produtores de aves, bovinos, suínos, milho e leite. Os residentes nos bairros trabalham no comércio, são prestadores de serviços, autônomos ou, na sua maioria, funcionários da Empresa BRF. A renda familiar está em torno de 1 a 3 salários mínimos em média, quanto a escolaridade dos pais temos: Ensino médio Completo 29%, Ensino médio incompleto 10% , 8º ano completo 12% e 4º ano completo 18%.
A escola apresenta os seguintes índices avaliativos: IDEB Ensino Fundamental anos finais 4,6; aprovação 91,4%, reprovação 6,6%, abandono 2%. As taxa de aprovação no Ensino Médio é de 85,4%; reprovação 9,1%; abandono 5,5%. Esses índices são considerados inadequados e precisam ser melhorados. Como diz (DEMO, 1994, p. 19) A escola de qualidade tem obrigação de evitar todas as maneiras possíveis à repetência e a evasão. Tem que garantir a meta qualitativa do desempenho satisfatório de todos.
Os profissionais de educação que compõem o corpo docente de nossa escola são habilitados com formação acadêmica e especialista em suas disciplinas.
A captação de recursos financeiros para a escola provém de programa como o PDDE e Escola Acessível, que tem por objetivo reforçar a autonomia gerencial de alunos, pais, professores e servidores da educação. Sua finalidade é auxiliar com recursos financeiros a APP, visando melhorar a estrutura física e pedagógica, contribuindo para a elevação da qualidade da Educação. Outras fontes de captação são SDR, Sed, Gered e APP, através de promoções que realiza pedidos de subvenção, contribuições espontâneas de pessoas física e jurídica. A aplicação e utilização dos recursos são discutidos e planejados em reunião com os membros da APP, Conselho Deliberativo, Grêmio Estudantil e Direção, onde são observadas as prioridades da U.E.
No que refere-se aos aspectos físicos, nossa escola possui 7.000m² de terreno 1.449m² de área construída, 2 pavimentos e 1 bloco anexo, dispõe de 14 salas de aula com aproximadamente 48m² cada. Não possui laboratório de ciências, auditório, espaço adequado para refeitório, para depósito de material didático pedagógico e expediente e para arquivo de documentos, rampa de acesso ao andar superior, extintor de incêndio, saídas de emergência, lâmpadas de emergência, quadra de esporte e nem ginásio, não dispomos de espaço físico adequado a prática da Educação Física, que é feita num espaço limitado e sem estrutura, o que produz muito barulho interferindo nas salas de aula e setor administrativo, os alunos fazem atividade física ao relento e os problemas aumentam quando chove. Tem uma quadra interditada há 18 anos que nunca foi utilizada, e não se tomam providências apesar de inúmeras solicitações.
O primeiro pavimento e os banheiros foram reformados e ampliados, com adaptações para garantir parcialmente acessibilidade.
A ventilação é inadequadas, salas quentes e com janelas que não ventilam, além de apresentar grande umidade em alguns períodos do ano, com problemas sérios de infiltração nas salas, necessitando reforma na pintura interna e externa, no piso, no telhado e calhas, na parte elétrica. A escola tem espaço físico inadequado o que interfere na qualidade do processo pedagógico.



4. LINHA TEÓRICA DA AÇÃO PEDAGÓGICA
Papel da Escola
4.1- Filosofia
A escola é a instituição cuja concepção deve estar vinculada à sua missão no sentido de possibilitar o crescimento do homem nas relações interpessoais apropriando-se do conhecimento historicamente construído, tendo como referência a sua realidade.
Portanto, nossa escola tem como princípio desenvolver atividades que facilitem e estimulem o relacionamento interpessoal, que ajudem os alunos a criar um sentido de ordem, de uso significativo do tempo e do espaço, a desenvolver um espírito de cooperação e de solidariedade, e um sentimento de agregação aos grupos de convivência e garanta o desenvolvimento pleno deste aluno
Em suma, através de ações focadas no desenvolvimento do aluno buscar-se-á mediar os conteúdos com metodologia adequada e recursos que favoreçam a comunicação com os alunos e propiciem uma aprendizagem de qualidade que garanta a valorização, a motivação e estimule-os a criar, discutir e ampliar ideias e desenvolver competências essenciais para o desenvolvimento do pensar crítico.


4.2 - Concepção Teórica
A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos optou por uma linha teórica baseada na concepção Materialista Histórico – Dialética, numa tendência sócio – interacionista de educação fundamentada em Vygotsky e Wallon.
O conhecimento científico é o principal foco da educação formal, para tanto nossa Escola baseia-se em alguns pressupostos teórico-filosóficos:
A concepção de homem adotada pela escola é de que o mesmo é um ser bio-psico-sócio-cultural e que possui suas próprias necessidades materiais, relacionais e transcendentais. Cada pessoa é única, diferente, original e sujeito da construção de si e do mundo. Portanto, cada pessoa tem uma contribuição específica a dar levando-se em conta os fatores de ordem emocional, material, de relacionamento ou de outras naturezas que interferem na aprendizagem.
Nesse sentido, a escola deve ser agente de contínua transformação e reconstrução social, sendo que a mesma deve formar um Homem adequado ao mundo moderno, industrializado, rumo ao progresso. Este homem, que se insere na sociedade deve estar muito mais consciente de seus direitos e deveres, exigente em suas necessidades, mais questionador, autônomo e capaz de solucionar os constantes desafios que nos cercam.
O projeto pedagógico deve assegurar uma formação integral voltada para a capacidade e potencialidade humana. Essa formação integral deve proporcionar ao ser humano o saber sentir, saber inovar, saber refletir, saber fazer, saber ser crítico e ético, respeitando as diferenças.
Portanto, suscita uma prática que deve atender às necessidades do ser humano nos planos: afetivo, cognitivo e motor, promovendo o seu desenvolvimento em todos esses níveis.
Uma prática em que a dimensão estética de realidade seja valorizada e a expressividade do sujeito ocupe lugar de destaque.
A relação com a realidade se dá através das interações sociais que vão modificar o meio e o ser.
A escola precisa viabilizar a transformação do aluno e do professor e sua inserção no meio social, com o qual ele estará transformando-se e causando transformações, pois o meio modifica em sua forma de ser e de pensar e ele influencia sua formação e transformação do seu semelhante.
O ser humano é protagonista de sua própria história e isso depende dele mesmo, de sua maneira de ver e agir. Precisa ter estímulos e motivação por isso, havendo a necessidade de uma espécie de corrente em que cada elo fortalece a ação conjunta e mantém o nível de motivação e sintonia.
A cidadania é construída pela tomada de consciência da coletividade, implicando em direitos e deveres para o grupo social. Só assumirá a postura de cidadão o indivíduo que se compreender como agente participativo e responsável pela sociedade em que se encontra. O cidadão é sempre parceiro e sócio de um processo social.
Esta sociedade está inserida num mundo globalizado, caracterizado pelo dinamismo tecnológico, onde a ordem é a racionalidade econômica, o consumismo, os valores individualistas, etc. A função da escola, neste sentido, além de inserir cada indivíduo nesta nova conjuntura social e mundo tecnológico, é resgatar valores e fomentar a ética.
A Instituição Escolar deve trabalhar criativamente para romper paradigmas, encurtar distâncias, garantir, a cada um, a autonomia, o domínio e uso das tecnologias, e, principalmente, para que se possa solucionar os problemas encontrados na comunidade na qual se está inserido, melhorando, assim, a qualidade de vida de cada um e todos.
Sob o ponto de vista global, o que é educar? Qual é a missão da escola? Qual é o papel do educador num mundo cada vez mais globalizado, mais complexo, com a ciência cada vez mais abrangente e opções as mais diversas à disposição de todos?
Analisemos um conceito conhecido de educação: “Processo pelo qual as gerações adultas transferem para as gerações mais novas as conquistas da sociedade vigente”. Diante das crises ética, ecológica, financeira, de violência urbana e internacional, esse conceito de educação continua válido?
É a era da globalização de benefícios e prejuízos. Uma nova educação, uma educação da pessoa como um todo para um mundo como um todo. Esta educação que pretende educar as pessoas como um todo recebeu o nome de Educação Holística. Um de seus maiores expoentes, Pierre Weil, diz que é uma abordagem não fragmentada da realidade, em que razão e emoção se equilibram e se reforçam. Para Colandi Carvalho de Oliveira (mestre em Psicopedagogia e doutoranda em Educação Infantil) e para os pensadores da Cibernética Social, esta educação holística seria mais holística se, além da razão e da emoção, incluísse uma porcentagem da prática, da ação.
De Gregori ensina que, assim, a educação holística ou global reinstaura o ser humano como sujeito histórico, reintegrando-o com a natureza e com seus semelhantes, ao trabalhar com a razão (como se estrutura o conhecimento), com a emoção e com a prática.
A Educação Formal deve ser considerada um instrumento gerador das transformações sociais e serve de base para a aquisição da autonomia, sendo elemento de integração e conquista do sentimento e da consciência da cidadania. Sua finalidade deve estar voltada para a formação do cidadão capaz de analisar, compreender e inferir em decisões que visem o bem estar da coletividade.
Deste modo, a educação é um processo que busca a formação de um homem com aptidões e atitudes para colocar-se a serviço do bem comum, possuir espírito solidário, sentir o gosto pelo saber, disposto a conhecer, a desenvolver a capacidade afetiva e possuir visão inovadora.



4.3 – METAS

    • Desenvolver no educando a capacidade para assimilar o conhecimento de forma autônoma e crítica;
  • Valorizar e incentivar a permanência dos alunos com distorção série-idade;
    • Oportunizar aos alunos o acesso aos recursos tecnológicos e a sua inclusão digital;
    • Melhorar a adequação  física da escola com prioridade para construção de uma quadra de esportes, reforma da parte elétrica, da cobertura e calhas, construção de um auditório, pintura interna e externa e muros da escola;
    • Baixar os índices de reprovação e evasão e elevar os índices de aprovação;
    • Aumentar médias nas disciplinas crítica e do IDEB e Prova Brasil;
    • Diminuir a indisciplina, a violência e prevenir quanto ao uso de drogas desenvolvendo palestras e atividades em parceria com o NEPRE, Conselho Deliberativo e a Família;
    • Revitalizar o laboratório de ciências com aquisição de instrumentos e equipamentos e a instalação de uma pia;
    • Conscientizar os docentes da importância da construção de um currículo adequado aos alunos do período noturno;
    • Manter contato direto e transparente com a comunidade através de reuniões, construindo um relacionamento harmonioso e conscientizando-os da importância da participação na escola;
    • Promover palestras dirigidas aos alunos do período noturno para que os mesmos possam sentir-se estimulados a freqüentar as aulas;
    • Elaboração em parceria com a equipe do NTE e PO, Projeto Pedagógico para ser desenvolvido no contra turno para alunos e pais;
    • Dar continuidade ao Programa Penoa buscando a recuperação dos alunos com dificuldade;
    • Promover maior Integração da família com a escola.
  • Proporcionar subsídios aos professores para encontrarem caminhos adequados e prazerosos na concretização do processo ensino-aprendizagem, construindo um ambiente estimulador e agradável;
  • Envolver a família nas atividades escolares realizando parcerias;
  • Promover formação continuada para professores buscando melhorar a qualidade e aprimoramento do processo educacional;
    • Avaliar permanentemente o processo de aprendizagem como parâmetro para o replanejar constante e não como medida de valor;
    • Promover atividades extracurriculares de caráter cultural, esportivo que possam melhorar a autoestima e a interação entre os segmentos da escola; 
    • Fomentar uma relação de igualdade, respeito entre os docentes para um efetivo trabalho em equipe;
    • Implantar a Sala Multifuncional;
    • Desenvolver projetos que promovam o envolvimento direto do aluno como processo ensino aprendizagem;
    • Realizar palestras mensalmente buscando aproximar o aluno dos conteúdos criar mecanismos para relacionar as experiencias pessoais com os conteúdos tranversais;
    • Promover uma gestão democrática e participativa.


4.4 - AÇÕES


Dimensões

Ações

Objetivos específicos

Período

Público
Alvo

Recurso

Responsáveis pela ação


Pedagógica

  • Projetos: Carnaval, Semana do Meio Ambiente, Festa Julina, Viagem de Estudos, IV Caminhada pela Vida, IV Noite Cultural, III e IV Mostra de conhecimento, Encontro das Profissões;

  • Palestras:Valores Humanos, Drogas, Violência, Saúde do Corpo e Mente, Cidadania, etc

  • Aulas de reforço no contraturno Penoa);

  • Simulados do ENEM e Olimpíadas e Prova Brasil;

  • Acompanhamento dos alunos faltosos e desistentes;

  • Participar de eventos: intersérie, Oleouro, Moleque Bom de Bola, Atleta na Escola, Jesc);

  • Avaliações contínuas e acompanhamento dos resultados das atividades escolares;

  • Apoiar os projetos propostos pela Sed, Gered e professores;

  • Assembleia de pais e Reuniões bimestrais para a avaliação da proposta pedagógica;

  • Utilização da biblioteca, do laboratório de ciências e do Laboratório de Informática;

  • Aceitar e validar as propostas do Grêmio para o ano letivo. incentivando o protagonismo e liderança


  • Formação continuada para os professores e equipe pedagógica;

  • Realizar o IV Encontro de Pais e Filhos para fortalecer os vínculos entre família e escola.



  • Promover a interação, e o conhecimento de forma significativa;
  • Criar mecanismos para relacionar as experiencias pessoais com os conteúdos tranversais;
  • Sanar as dificuldades dos alunos e melhorar os índices do IDEB, de aprovação, reprovação e evasão;
  • Incentivar e preparar os alunos para a participação das atividades;
  • Oportunizar momentos desportivos e promover o espírito de equipe;
  • Elaborar ações pedagógicas para melhorar a relação escola x aluno índices de aprendizagem
  • Oferecer suporte pedagógico aos projetos visando uma gestão colaborativa;
  • Promover uma gestão participativa e democrática
  • Desenvolver a corresponsabilidade e compromisso de todos na melhoria do ensino;

  • Estimular à leitura, as descobertas científicas, a pesquisa e o domínio das tecnologias;

  • Apoiar as iniciativas do Grêmio Estudantil para que atuem em ações solidárias e comunitárias;
  • Incentivar e viabilizar a participação dos professores, em cursos de capacitação, visando a melhora do ensino;
  • Estreitar relações escola-família, visando interação escola-comunidade;












Final de 2014 e 2015

























Final de 2014 e 2015











Professores alunos equipe gestora e pedagógica pais























Professores alunos equipe gestora e pedagógica pais









Humanos, tecnologicosfinanceiros,didaticos pedagógicos




















Humanos, tecnologicosfinanceiros,didaticos pedagógicos










Equipe Gestora e Pedagógica, Professores Gered, Conselho Deliberativo






















Equipe Gestora e Pedagógica, Professores Gered, Conselho Deliberativo


Administrativa

  • Realizar reuniões com o Conselho Deliberativo para planejar ações e nortear trabalho;

  • Realizar Conselho de Classe Participativo ao término de cada bimestre letivo; 

  • Promover encontros com o NEPRE;

  • Reuniões para avaliação e re-estruturação do PPP;

  • Realizar formação continuada para os professores através de cursos, palestras reunião pedagógica.

  • Cumprir os 200 dias letivos e 800 horas;

  • Cumprir as horas atividades para planejamento, correção, atendimento aos pais e orientação aos alunos na realização e participação de projetos, feiras, mostra de conhecimento;

  • Garantir a efetivação do plano de curso de acordo com a Proposta Curricular de Santa Catarina e do Documento Curricular; com enfoque no que ensinar;





  • Melhorar a convivência democrática no ambiente escolar e intensificar a participação na escola;
  • Elencar ações coletivas para promover melhoras na aprendizagem fortalecer a participação democrática,
  • Discutir e buscar soluções para tratar de questões de violência na escola e entorno
  • Promover a gestão democrática e envolver todos os segmentos na discussão, planejamento e reformulação do PPP;
  • Promover aulas diversificadas e significativas, melhorar a qualidade do ensino, valorizar o docente através da gestão democrática;
  • Garantir os diretos da criança e adolescente no que tange cumprimento mínimo de dias letivos;
  • Valorizar o aluno, oferecer espaços de aprendizagem e promover a integração escola x aluno x família;
  • Proporcionar propostas de conteúdos significativos, prazerosos e que desenvolvam no aluno competência e habilidades e que promovam ações reflexivas;






Biênio 2014 e 2015

Professores, alunos equipe gestora e pedagógica, pais

Humanos, financeiros
Físicos,

Professores, alunos equipe gestora e pedagógica, pais, APP, Nepre, Conselho Deliberativo


Financeira

  • Buscar financiamentos para o desenvolvimento de projetos e reforma da escola

  • Promover reunião bimestral para realizar a prestação de contas;

  • Promover com APP e com o Conselho Deliberativo promoções como: Festa Junina, Pastelada e o Jantar do Terceirão;

  • Aplicação dos recursos do Governo Federal (PDDE, PDDE ACESSÍVEL, Atleta na Escola)



  • Solicitar junto a SED, recursos financeiros para reforma, adequação dos ambientes e ampliação das instalações da Unidade Escolar;

  • Promover a gestão financeira da escola de forma transparente e participativa com todos os segmentos da escola;

  • Captação de recursos financeiros para despesas extras da escola;

  • Garantir a aplicação dos recursos Federal para a melhoria física e pedagógica da escola

Biênio 2014 e 2015

Alunos, professores equipe gestora

Financeiro,
Humanos.

SED, GERED,
SDR,
APP, Equipe Gestora
E Conselho Deliberativo e Governo Federal
(MEC)


Física

  • Solicitar junto Sed,Gered e SDR, instalação de climatizadores,

  • Solicitar junto Sed,Gered e Sdr a construção da quadra de esporte,

  • Solicitar junto Sed,Gered e Sdr reforma da parte elétrica, da cobertura da e do assoalho da U.E;

  • Solicitar e reivindicar junto Sed, Gered e Sdr a construção de auditório;

  • Solicitar junto Sed, Gered e Sdr a pintura interna e externa e os muros da escola;

  • Solicitar junto Sed,Gered e Sdr a construção de rampa de acesso ao andar superior e adequação do banheiro acessível para menina;

  • Adequação dos ambientes e ampliação das instalações da escola visando melhorar o processo ensino aprendizagem;
  • Oportunizar aos alunos o desenvolvimento da prática esportiva em ambiente adequado;
  • Sanar os problemas de infiltração nos salas de aula, bem como, oferecer melhor qualidade de iluminação e rede elétrica,
  • Oferecer melhores condições para recepção de pais e alunos e para realizar atividades diversificadas;
  • Melhorar os aspectos físicos da escola;
  • Garantir a o direito a acessibilidade;


Biênio 2014 e 2015

Toda comunidade escolar de forma especial alunos e professores

Financeiros e humanos

SED, GERED
SDR
APP e Equipe Gestora



5. PROPOSTA CURRICULAR

O currículo é a objetivação do Projeto, a partir de sua definição e organização a escola irá concretizar o seu Projeto Político Pedagógico.
Currículo é toda experiência educativa de alunos e professores, ou seja, tudo o que acontece na escola e, até mesmo fora dela. Já que a escola deixou de ser a principal fonte de formação e informação dos alunos o currículo é o organizador, o gestor e o controlador do sistema educativo, definindo a ordem, a seqüência e a dosagem dos conteúdos, regulando e controlando, assim, a distribuição dos saberes, de acordo com o público alvo.

O currículo deve priorizar cinco grandes âmbitos:
    1. aprender a viver em um mundo cada vez mais conectado;
    1. aprender a viver em um mundo diversificado e plural, propenso ao choque de culturas, aos confrontos de visões do senso comum e às escalas de valores;
    1. compreender, avaliar e utilizar com conhecimento de causa as contribuições da ciência e da tecnologia;
    1. entender, vivenciar e avaliar as contribuições e limitações da democracia de modo a poder transitar para sistemas mais justos e participativos;
    1. ampliar a experiência educativa, estabelecendo relações positivas com a comunidade, a sociedade e espaços virtuais.

Conforme a LDB 9394/96 no Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil.
2º O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.
3o A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao aluno. (Redação dada pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e européia.
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).
1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileira.
Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as seguintes diretrizes:
I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática;
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento;
III - orientação para o trabalho;
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais.

Conforme o que propõem as DCNEM – Parecer CNE/CEB 05/2011 para o currículo a integração entre as dimensões do trabalho, ciência, tecnologia e cultura na perspectiva do trabalho como princípio educativo tem por fim propiciar a compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos dos processos sociais e produtivos, devendo orientar a definição de toda proposição curricular, constituindo-se no fundamento da seleção dos conhecimentos, disciplinas, metodologias, estratégias, tempos, espaços, arranjos curriculares alternativos e formas de avaliação (BRASIL, 2011, p. 20. Grifos dos autores).
Com a reforma do Ensino Médio o currículo passou a contemplar a realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, integrando homens e mulheres no mundo das relações políticas, do trabalho e da simbolização subjetiva. Com isso, surgiram quatro eixos estruturais da educação na sociedade contemporânea:
  • Aprender a conhecer: Deve-se priorizar o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento, compreendendo a complexidade do mundo, condição necessária para viver dignamente, para desenvolver possibilidades pessoais e profissionais, para se comunicar. Esse saber favorece o desenvolvimento da curiosidade intelectual, estimula o senso crítico e permite compreender o real, mediante a aquisição da autonomia na capacidade de discernir.
  • Aprender a fazer: Na medida em que criam as condições necessárias para o enfrentamento das novas situações que se colocam, surgem novas habilidades e aptidões. Além disso, deve-se privilegiar a aplicação da teoria na prática e enriquecer a vivência da ciência na tecnologia e destas no social, o que faz com que surja uma significação especial no desenvolvimento da sociedade contemporânea.
  • Aprender a viver: O mais importante é aprender a viver juntos, desenvolvendo o conhecimento do outro e a percepção das interdependências, de modo a permitir a realização de projetos comuns ou a gestão inteligente dos conflitos inevitáveis por meio do diálogo.
  • Aprender a ser: Deve-se preparar o indivíduo para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir por si mesmo, frente às diferentes circunstâncias da vida. Além disso, deve-se exercitar a liberdade de pensamento, discernimento, sentimento e imaginação para desenvolver os seus talentos e permanecer, tanto quanto possível, dono do seu próprio destino





VALORES

Os valores que a escola cultiva para dar suporte à sua missão e por considerá-los fundamentais na vivência cotidiana são:
1 – RESPONSABILIDADE (compromisso)
2 – ORGANIZAÇÃO (em todas as atividades cotidianas)
3 – CRIATIVIDADE (liberdade de criação)
4 – CRITICIDADE (análise, posicionamento e alternativas de solução)
5 – ÉTICA (coerência entre teoria e prática)

PRINCÍPIOS

Os princípios são as regras fundamentais para a convivência em grupo. São as normas que devem ser respeitadas por todos:
1 – Engajar-se no projeto político-pedagógico da Unidade Escolar;
2 – Toda comunidade escolar deve participar efetivamente de todas as atividades;
3 – A comunidade escolar e local deve empenhar-se para a preservação do patrimônio físico e cultural;
4 – Todos devem ensejar práticas de ética, respeitando-se a individualidade e adaptando-se a postura de justiça;
5 – O espaço da sala de aula, durante a aula, é de responsabilidade do professor;
6 – Todos deverão ser pontuais e assíduos;
A Escola apresentará, em Assembléia de Pais, um Regulamento solicitando a colaboração dos pais ou responsáveis para cumprir as disposições contidas no mesmo, bem como o incentivo aos estudantes, sob sua responsabilidade, a também cumpri-las.
O Regulamento, aprovado em reunião, deverá ser assinado pelos pais e/ou responsável legal no ato da matrícula/rematrícula.

CONHECIMENTOS, HABILIDADES E ATITUDES

Para que o educando se torne um cidadão, ele deve “querer ser”, investindo nele mesmo em todos os sentidos. Portanto, a Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos deverá favorecer o despertar deste desejo, oportunizando o desenvolvimento das seguintes características:

A)CONHECIMENTOS GERAIS
1- Conhecimentos científicos em todas as áreas, favorecendo a passagem do empirismo para o cientificismo;
2- conhecimentos gerais e informacionais que favoreçam entrar em contato com o que está acontecendo na atualidade;
3- Conhecimentos que desenvolvam o ato de pensar, questionar, opinar, argumentar, criticar, formular conceitos e assumir posicionamentos perante determinada situação.
4- Conhecimentos que favoreçam o ouvir, falar, ler, escrever, raciocinar e dominar a lógica.

B)HABILIDADES GERAIS
Considerando a especificidade inerente a cada um, pretendemos desenvolver as habilidades de:
1-ouvir com atenção e selecionar idéias do todo que levem à verdadeira compreensão, aproveitando-as na sua vida;
2-expressar-se através da corporeidade (oral, escrita);
3- relacionar-se com o outro;
4- trabalhar em equipe;
5- resolver problemas e encontrar alternativas de solução;
6- ler, interpretar, argumentar, criticar e posicionar-se;
7- ampliar e sintetizar;
8- pesquisar e contextualizar;
9- apropriar-se de novas tecnologias;
10- buscar o novo para ser singular, respeitando a individualidade.
C)ATITUDES GERAIS
A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos propõe a seus professores, alunos e funcionários o desenvolvimento das seguintes atitudes:
1- seriedade com humor
2- dedicação, sem desculpas
3-responsabilidades, sem obrigação
4- gostar do que faz
5- equilíbrio emocional
6- capacidade de auto-avaliação e compromisso de mudança
7- diálogo, sem imposição


5.1 - Conceitos Essenciais das Disciplinas Curriculares do Ensino Fundamental dos nove anos – anos finais

ARTES

Arte como disciplina na escola gera conhecimento, valoriza os aspectos psicológicos, sociais, culturais, políticos e históricos de toda a comunidade escolar.
Cabe à escola ensinar a pensar Arte e a fazer Arte, possibilitar o acesso as linguagens: visual (pinturas, escultura, cerâmica...), cênica, musical e a dança, aos conceitos fundamentais da Arte, às experiências:
  • Estéticas – compreensão sensível-cognitiva do objeto ou manifestação artística que permitirá o julgamento
  • Artísticas – percurso de criação e produção do objeto ou manifestação artística num contexto;
  • Culturais – relacionada às vivências do dia-a-dia e à construção do espaço sócio-histórico, em constante transformação.
Para a compreensão destes conceitos, considerar:
  • A produção artística consiste em uma experiência poética, na qual a técnica e a produção articulam significados e experimentação de suportes e materiais variados, na construção de formas visuais em espaços bi e tridimensionais, nas criações sonoras e gestuais, nas representações teatrais;
  • A criação como a ampliação do repertório existencial do indivíduo, através da exploração cotidiana das diversas linguagens, dos diversos materiais e instrumentos;
  • A leitura como ato que requer apreensão, apropriação e transformação de significados do objeto artístico a ser interpretado;
  • A fruição como apreciação tanto da produção do aluno quanto da humanidade como uma relação de posse do objeto artístico pelo observador;
  • A contextualização construindo conhecimento, situando o aluno, o artista e o objeto artístico no tempo, no espaço e no modo de produção, pensando nas condições que possibilitaram a existência dos personagens e objetos; e
  • Que o conceito de Arte é passível de mudança, está vinculado às referencias e convenções artísticas, estéticas e culturais inerentes a uma época, as quais são instrumentos de transformação social.

Lembramos que:

  • Os conteúdos devem ser trabalhados articuladamente, de forma dinâmica, de acordo com as necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos e suas vivências;
  • Devem ser observados os indicadores específicos das diferentes linguagens artísticas (arte visual, cênica, musical, dança, bem como a linguagem oral e escrita);
  • O professor trabalha de acordo com a sua habilitação específica podendo transitar nas outras linguagens artísticas, junto com as outras áreas do conhecimento, numa perspectiva interdisciplinar;
  • A escola não tem o objetivo de formar artistas.





MATEMÁTICA

Conceito Geral: Reconhecimento, análise, interpretação, formulação e resolução de situaçõs-problema, compreendendo os diferentes significados das operações, envolvendo os campos numéricos, algébricos, geométricos e a estatística.
Conceitos Essenciais:
  1. Números e Álgebra
    • Desenvolver o sentido numérico;
    • Desenvolver o sentido operacional;
    • Criar procedimentos para realizar cálculos;
    • Usar estimativa;
    • Explorar as representações de números naturais, fracionários, inteiros, racionais e suas operações;
    • Desenvolver uma compreensão das idéias de razão, proporção e porcentagem;
    • Estabelecer relações entre aritmética e álgebra;
    • Desenvolver uma compreensão das idéias de variáveis, expressões e equações;
    • Utilizar diferentes formas para resolver equações lineares.

  1. Medidas e Estatística
  • Construir, ler e interpretar tabelas, gráficos;
  • Estabelecer relações com números, medidas e geometria;
  • Perceber o uso social das noções de estatística;
  • Compreender o conceito de medição;
  • Relacionar unidades de medida;
  • Realizar medições;
  • Fazer estimativas de medidas;
  • Usar medições e idéias geométricas.

  1. Geometria
  • Desenvolver uma compreensão das figuras geométricas planas e não planas e suas propriedades;
  • Estabelecer relações geométricas;
  • Estabelecer um sentido de espaço.

Perspectiva metodológica da resolução de problemas:

  1. Defrontar o aluno com situações que exijam empenho e reflexão;
  1. Viabilizar geração de idéias, negociação de significados, registros e organização formal;
  1. Propor questões;
  1. Resolver as questões propostas;
  1. Questionar as respostas obtidas;
  1. Questionar a própria questão original;
  1. Investigar a questão de maneira científica de forma que os alunos:
    • Proponham soluções;
    • Explorem possibilidades;
    • Levantem hipóteses;
    • Justifiquem o raciocínio;
    • Validem as conclusões;
    • Alterem os dados das questões;
    • Proponham novas perguntas;
    • Descubram outras formas de resolver o problema;
    • Inventem outros problemas a partir do problema inicial.
  1. Propor problemas não convencionais:
    • Sem dados numéricos;
    • Com falta de dados;
    • Com excesso de dados;
    • De lógica;
    • A partir de recorte de jornais;
    • Dramatizados;
    • Com palavras desconhecidas.
  1. Utilizar materiais didáticos: dados, cubos dourados, tangran, blocos lógicos, materiais cuisinaire, ábaco, calculadora, sólidos geométricos;
  1. Utilizar jogos matemáticos em que o aluno jogue, discuta, registre conclusões e descobertas;
  1. Contextualizar histórica e culturalmente os conteúdos matemáticos relacioná-los com as demais áreas do conhecimento e trabalhar na perspectiva de apropriação do saber científico como instrumento para o exercício da cidadania.

GEOGRAFIA

  1. Espaço
  1. Espaço/tempo
  1. Espaço produzido
  1. Espaço representado
  1. Localização
  1. Orientação
  1. Paisagem
  1. Região
  1. Meio ambiente
  1. População
  1. Relação local/global
  1. Relações sócio – culturais

HISTÓRIA

  1. Tempo
  1. Temporalidades
  1. Tempo/espaço
  1. Cultura/Memória
  1. Identidade
  1. Ideologia
  1. Imaginário
  1. Relações Sociais
  1. Relações Sociais de produção
  1. Segundo o que preceitua a Lei 10.639/2003, criar situações de estudo e reflexão sobre a história e cultura afro-brasileira de forma integrada entre as demais disciplinas destacando-se esta integração mais especificamente com as disciplinas de Artes e Literatura.

EDUCAÇÃO FÍSICA

A Educação Física, por ser parte do conhecimento historicamente produzido, deve reunir o que for de mais significativo, ligado aos conceitos de movimento/corporeidade, ginástica, jogo, dança e esporte.

  1. Corporeidade é transcendermos a classificação e conceituação das ciências físicas e biológicas do corpo, ou mera mensuração ou quantificação do movimento humano. É fazer-se presente via corpo, que sente, que pensa, que age. Corpo que, ao expressar-se na história, traz suas marcas, desvelando-as.
    • O movimento, como produção humana, é agente de transformação, pois as diferentes concepções de corporeidade vão sendo incorporadas ao comportamento dos homens, constituindo, assim, a cultura corporal, decorrente de necessidades e interesses histórico-sociais.
    • O movimento – objeto de estudo da Educação Física – possui um significado histórico-social e hoje é predominantemente apresentado através dos conceitos de Ginástica, Dança, Jogo e Esporte.
    • O movimento é inerente a todos os seres vivos. O movimento humano, porém, distingue-se dos demais pela linguagem, historicidade, intencionalidade e pelo seu sentido e significado.
  1. O Esporte é uma construção social que institucionalizou temas lúdicos da cultura corporal e se projeta numa dimensão complexa de fenômeno que envolve códigos, sentidos e significados da sociedade que o constrói e o pratica. Fenômeno sócio-cultural, produção humana e agente sócio-educativo para a construção da subjetividade.
  1. A Dança é uma produção social que representa os diversos aspectos da vida do homem. É uma linguagem que permite exteriorizar sentimentos, emoções da afetividade vivida nas esferas da religiosidade, do trabalho, dos costumes, dos hábitos, da saúde e da guerra. Representação estilizada e simbólica da história social dos homens.
  1. O Jogo (brincar e jogar são sinônimos) é a representação de um fenômeno social, cuja intencionalidade e curiosidade resultam num processo criativo para modificar, imaginariamente, a realidade e o presente. O jogo tem um papel fundamental para a humanização do individuo pela aquisição de hábitos, valores e atividades. É na relação interpessoal que se aprende a colaborar, repartir, ceder, compartilhar experiências, expor e organizar idéias. Por essas características, contribui significativamente no processo ensino-aprendizagem.
  1. Ginástica: forma de exercitação corporal, cujo agir (movimentos básicos) resulta na própria história dos homens, impregnada de sentido e significado, possibilitando concretas vivências corporais para a constituição da subjetividade.
A avaliação em Educação Física Escolar acontecerá de forma sistemática por meio da observação das situações de vivência, de perguntas e respostas formuladas durante as aulas. Esta forma de avaliar apresenta uma série de vantagens, as aulas não precisam ser interrompidas; o ambiente continua o mesmo; e finalmente, ela permite a avaliação do comportamento na sua totalidade. Ela abrangerá as dimensões cognitiva (competências e habilidades), motora (habilidades motoras e capacidades físicas) e atitudinal (valores), verificando a capacidade de o aluno expressar sua sistematização dos conhecimentos relativos à cultura corporal em diferentes linguagens: corporal, escrita e falada.

LÍNGUA PORTUGUESA

Dos conceitos a serem apropriados no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa destacamos, em primeiro lugar, o de que toda língua é produção humana, construída historicamente nas e pelas relações sociais (historicidade) e, como tal, é uma forma de ação sobre o outro e o mundo, marcada por um jogo de intenções e representações. Entender a língua a partir dessa perspectiva pressupõe, também, a apropriação dos conceitos de:
Dialogia: cada sujeito é complemento necessário do outro;
Polifonia: as vozes de que se constitui a língua;
Polissemia: multiplicidade significativa da língua;
Interdiscursividade: relação entre os diferentes discursos;
Intertextualidade: um texto remete a outros textos (abertura e incompletude);
Discurso: efeito de sentido produzido entre os interlocutores;
Textualidade: o que faz de um texto um texto e não apenas uma seqüência de frases;
Texto: unidade de linguagem em uso;
Coerência: responsável pela unidade do texto;
Coesão: manifestação lingüística da coerência.

A condição para que o aluno se aproprie desses conceitos é o trabalho, em sala de aula, com as práticas reais do uso da língua (fala/escuta – leitura-escritura) e o trabalho com a reflexão sobre essas práticas (análise lingüística). Esses eixos de trabalho indicam, apenas, que podemos focalizar este ou aquele aspecto, esta ou aquela dimensão. Devem, porém, ser trabalhados de maneira simultânea ou alternada, tal como ocorre na prática da língua.
1. Nas práticas de fala/escuta, trabalhar com:
  • O uso do oral em instâncias públicas e privadas (fala formal e informal);
  • As diversas manifestações da fala e sua relação com as instancias e normas de uso;
  • As variedades lingüísticas (aspectos regionais, influência da imigração, gíria, etc.);
  • A adequação à situação, ao gênero e ao interlocutor;
  • O uso de convenções específicas do discurso falado;
  • Os recursos expressivos da fala (ambigüidade, comparação, escolha das palavras, fluência, entonação, etc.);
  • A análise e prática da argumentação (funcionalidade e intencionalidade);
  • A fluência, coerência e coesão de idéias;
  • A escuta ativa de textos, reconhecendo intenções e objetivos na fala do outro.

2. Nas práticas de leitura/escritura, trabalhar com:
  • A expressão oral da leitura (fluência, entonação e ritmo);
  • A observação das marcas expressivas do texto;
  • A análise e discussão das idéias do texto;
  • As diferentes formas de representar idéias, situações, fantasias, imaginações;
  • A construção de sentidos possíveis;
  • A leitura de variados gêneros textuais (fábulas, lendas, contos, poemas, canções, quadrinhos, cartas, bilhetes, embalagens, rótulos, panfletos, manuais de instrução, notícias, publicidade, crônicas, romances, peças teatrais, ofícios, regulamentos, etc.), estabelecendo:
    1. A relação dos textos literários com outras formas discursivas,
    1. As condições de produção de cada um dos textos lidos,
    1. Os tipos de estrutura textual encontrado nos gêneros;
  • A leitura com objetivos variados, considerando:
      1. As estratégias pra adequação texto/contexto,
      1. A utilização de dados para confirmar hipóteses,
      1. A resolução de dúvidas,
      1. A socialização de experiências de leitura
      1. As estratégias de compreensão/interpretação
  • O uso de diversos textos para:
  1. Tê-los como referência na escritura de outros textos,
  1. Construção da intertextualidade/interdiscursividade,
  1. Compreensão de implícitos,
  1. Formulação de comentários,
  1. Consultas,
  1. Explicitação/comparação de argumentos e análise de regularidades,
  • As funções sociais da escrita (comunicação, registro, orientação, organização, lazer, etc.);
  • A idéia representação;
  • Os símbolos da escrita (alfabeto, sinais de pontuação, acentuação, etc.);
  • A sistematização da escrita (identificação global do texto, de frases e de palavras no texto);
  • As semelhanças e diferenças de escrita entre palavras;
  • O estudo dos diversos traçados de letras;
  • A diferença entre linguagem oral e linguagem escrita;
  • A produção de diferentes gêneros textuais (ficcionais, informativos, poesias, bilhetes, cartas, convites, atas, relatórios, etc.);
  • A gradativa apropriação da convencionalidade da escrita;
  • Os recursos expressivos de textos lidos e produzidos (comparações, polissemia, ambigüidade, análise das possibilidades semânticas do texto);
  • A análise de estratégias discursivas em textos de diversos autores e em textos produzidos pelos alunos;
  • As diferentes formas de dizer (recursos expressivos, adequação formal e discursiva, seleção lexical, seleção de gênero e tipo, paráfrase);
  • As estratégias lingüísticas e cognitivas na escrita de textos;
  • A utilização de recursos de apoio (notas, resumos, comentários) na leitura e escritura de textos diversos;
  • A revisão/reelaboração de textos, adequando-os à situação, ao gênero, ao interlocutor e à convenção da escrita.

3. Nas práticas de análise lingüística, trabalhar com:
  • A análise das relações intravocabulares e intervocabulares pela comparação, observação e pesquisa, superando os exercícios ortográficos;
  • A análise das relações entre as partes do texto;
  • A utilização de recursos do sistema de pontuação e elaboração de hipóteses sobre as funções dos sinais de pontuação;
  • Construção de microgramáticas (busca de regularidade de funcionamento): ortografia, concordância, etc;
  • A reescritura de textos, adequando-os à norma padrão no que diz respeito à concordância, flexão, regência, ortografia e acentuação gráfica;
  • Registro de diferenças e semelhanças entre fala e escrita (influências recíprocas).

LÍNGUA ESTRANGEIRA

Antes de apresentarmos os conceitos para a disciplina de Língua Estrangeira, consideramos importante ressaltar algumas das razões que justificam o aprendizado dessa disciplina:
  1. Possibilidade de ampliação do universo cultural;
  1. Desenvolvimento de muitas funções intelectuais, possibilitando a intervenção entre a língua materna e a língua estrangeira;
  1. Possibilidade de questionar a própria identidade, ressignificando-a;
  1. Necessidade de acesso à tecnologia.

Da mesma forma que em Língua Portuguesa, em Língua Estrangeira os alunos precisam compreender que toda a língua é produção humana, constituída historicamente nas e pelas relações sociais (historicidade) e, como tal, é uma forma de ação sobre o outro e o mundo, marcada por um jogo de intenções e representações. Entender a língua estrangeira a partir dessa perspectiva pressupõe, também, a apropriação dos conceitos de:
Dialogia: cada sujeito é complemento necessário do outro;
Polifonia: as vozes de que se constitui a língua;
Polissemia: multiplicidade significativa da língua;
Interdiscursividade: relação entre os diferentes discursos;
Intertextualidade: um texto remete a outros textos (abertura e incompletude);
Discurso: efeito de sentido produzido entre os interlocutores;
Textualidade: o que faz de um texto um texto e não apenas uma seqüência de frases;
Texto: unidade de linguagem em uso;
Coerência: responsável pela unidade do texto;
Coesão: manifestação lingüística da coerência.

A condição para que o aluno se aproprie desses conceitos é o trabalho, em sala de aula, com as práticas reais de uso da língua estrangeira (fala/escuta – leitura-escritura) e o trabalho com a reflexão sobre elas (análise lingüística). Esses eixos de trabalho indicam, apenas, que podemos focalizar este ou aquele aspecto, esta ou aquela dimensão. Devem, porém, ser trabalhados de maneira simultânea ou alternada, tal como ocorre na prática da língua.
No caso de Língua Estrangeira, deve-se priorizar o trabalho com as práticas de leitura e escritura, não no sentido de restringir as possibilidades de aprendizagem, mas para viabilizar o aprendizado efetivo de, pelo menos, estas habilidades. Essa opção leva em consideração a função social – ler textos em outra língua – da aprendizagem de uma língua estrangeira para alunos brasileiros.

1. Nas práticas de fala/escuta, trabalhar com:
        • Discussões orais sobre os textos lidos e produzidos;
        • Escuta ativa de textos pela participação em diálogos, entrevistas, debates,etc.
        • Atividades de interação em que cada aluno possa falar de si mesmo, perguntar as preferências do outro, responder questionamento de outros, solicitar e fornecer informações.

2. Nas práticas de leitura/escritura trabalhar com:
  • A leitura de diferentes textos (artigos de jornal, embalagens, propagandas, manuais de instrução, canções, receitas, documentários, informes turísticos, lendas, etc.) para:
- reconhecer as informações de cada um deles,
- conhecer os costumes, as peculiaridades locais, o modo de agir, de pensar e de se relacionar de cada povo,
- estabelecer um paralelo entre a cultura do outro e a própria cultura;
  • A elaboração de sínteses e resumos de textos lidos;
  • A produção de textos, observando a unidade significativa, concordância, ortografia, etc.

3. Nas práticas de análise lingüística, trabalhar com:
  • A análise da natureza e da estrutura de elementos coesivos dos textos lidos e produzidos;
  • A seleção de aspectos da língua, a partir de uma situação de leitura, de compreensão ou de produção de texto, para serem trabalhados mais detalhadamente;
  • A reescritura dos textos produzidos, adequando-os à situação, ao gênero, ao interlocutor e às convenções da língua estrangeira.

CIÊNCIAS

No ensino e aprendizagem de ciências deve-se levar em consideração que o “conhecimento só poderá ser efetivamente apropriado pelo aluno, se corresponder a uma elaboração de valores, de novas atitudes e não só aquisição de informações. É preciso pesar (...) as maneiras de se garantir esta construção de múltiplos componentes” (Proposta Curricular (1998:118)).
O ensino de ciências deverá promover os caminhos para o conhecimento científico, como forma de interpretar o próprio homem, o mundo em que vive com os serem que nele habitam, as condições econômicas e sociais, em sua realidade material, preparando o indivíduo para a vida com seus desafios, ou seja, com vistas à formação para a cidadania. Sendo assim, o ensino de ciências constitui-se num processo de alfabetização científica e tecnológica através do método científico,
- Tema Problematizado: elaboração de hipóteses, coleta de dados, experimentação, interpretação, conclusão. Dessa forma, permite ao educando estabelecer conexões com os fenômenos naturais, sócio-culturais e assim realizar uma leitura e uma interpretação mais elaborada do contexto onde vive.
Para atingir esses objetivos sugere-se os seguintes conteúdos que, ao serem trabalhados no processo ensino e aprendizagem, possibilitam ao educando a (re) elaboração de sua base conceitual.

1. Como se formou o universo: Big Bang;
2. Elementos que compõe o meio biótico e abiótico:
  • Água: componentes; tipo de água; ciclo da água; tratamento da água consumida; água como fonte energética; inter-relação com os seres vivos; preservação; poluição,
  • Solo: influência dos diferentes tipos de solo nos ecossistemas; os solos nos processos de produção (recursos naturais renováveis e não renováveis, reciclados); inter-relação com os seres vivos; preservação; poluição,
  • Ar: diferentes gases e suas funções no ambiente; influência do ar nas alterações climáticas e implicações sobre os seres vivos; fatores que determinam as condições climáticas (temperatura, umidade; pressão...),
  • Seres Vivos: características dos seres vivos (célula, ciclo vital...) noções básicas de sistemática; inter-relação e importância das funções vitais para as formas de vida; reprodução. Em relação ao ser humano: o homem como ser social; sexualidade (questões sociais, culturais, afetivas); noções de genética (grupos sanguíneos e fator Rh); coordenação das funções orgânicas pelos processos de sustentação; movimentação, reação nervosa, complexo hormonal); Animais vertebrados e invertebrados (principais características dos diversos grupos de animais); vegetais inferiores e superiores.
  • Desenvolvimento sustentável: recursos renováveis e não renováveis; reciclagem de lixo; reaproveitamento de materiais; impactos ambientais e implicações sociais; preservação; degradação e recuperação ambiental.

3. Ciclo de matéria e energia: compreensão da constituição da matéria; estados físicos; transformações da matéria e da energia; ciclos biogeoquímicos; cadeia e teia alimentar; relações harmônicas e desarmônicas.

4. Fenômenos físicos e químicos: estrutura atômica molecular; processamento dos produtos tecnológicos e sua interferência na natureza e na sociedade; reações e funções químicas; mecânica; aceleração; velocidade; temperatura (efeito estufa, camada de ozônio, radiações); aplicação da química e da física no cotidiano.

ENSINO RELIGIOSO

A partir da Lei n° 9475/97 que dá nova redação ao art. 33 da lei n° 9394/96, o Ensino Religioso deixou de ser “confeccional” e houve uma radical transformação na maneira de compreendê-lo.
O Ensino Religioso, como área de conhecimento, explica o significado da existência humana em sua cultura e religiosidade.
Como vou conhecer a caracterização do aluno se não conheço sua base religiosa? As várias denominações religiosas precisam ser conhecidas pelo professor para que ele tenha subsídios para apresentá-las aos seus alunos.

Conceitos Essenciais do Ensino Religioso
  • Ser humano
  • Conhecimento revelado
  • Conhecimento elaborado
  • Diversidades das práticas
  • Caminhos de reintegração

Conteúdos Propostos para a Elaboração dos Conceitos de:

Ser Humano
  • Orientações para o relacionamento com o outro, respeitando a alteridade;
  • Conjunto de princípios de cada tradição religiosa;
  • Fundamentação dos limites ético-morais propostos pelas varias tradições religiosas.

Conhecimento revelado
  • Formas de revelação do revelante ao espaço sagrado;
  • Origem da autoridade da palavra revelada, segundo as diversas tradições religiosas;
  • Possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: a ressurreição, a reencarnação, a ancestralidade e a inexistência de vida após a morte.

Conhecimento elaborado
  • Evolução dos conhecimentos e das estruturas religiosas no decorrer dos tempos (História e Tradição Religiosa);
  • Função política das ideologias religiosas (sociologia e tradição religiosa);
  • Determinação da Tradição Religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo (Psicologia e Tradição Religiosa);
  • Descrição das representações do Transcendente nas tradições religiosas: exegese/comentários, teologias;
  • Conjunto de mitos, crenças e doutrinas em cada tradição religiosa;
  • Conhecimento das práticas de reflexão do homem diante do Transcendente (Filosofias e Tradições Religiosas).

Diversidade das práticas
  • Descrição de práticas e rituais religiosos significantes, elaborados pelos diferentes grupos religiosos;
  • Identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa, comparando seu(s) significado(s);
  • Estudos das práticas de espiritualidade utilizadas pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o Transcendente consigo mesmo, com os outros e o mundo.

Caminhos de reintegração
  • Autoridade do discurso religioso e das práticas religiosas, fundamentadas na experiência mística de quem a transmite como verdade do Transcendente para o povo;
  • Conhecimento dos mitos e histórias, dos textos e das tradições orais de corporalidade e ancestralidade;
  • Descrição do contexto sócio-político-religioso significante em algumas tradições religiosas na redação dos textos sagrados e das tradições orais de corporalidade e ancestralidade;
  • A análise e a hermenêutica dos mitos e histórias, dos textos sagrados e das tradições orais de corporalidade e ancestralidade.

6.2 - CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO

O currículo do Ensino Médio, agora organizado em quatro áreas do conhecimento escolar, fundamenta-se nos eixos de representação e comunicação, investigação e compreensão e na contextualização sócio-cultural.
As disciplinas integrantes de cada área de conhecimento, levando em consideração os eixos apontados, têm a finalidade de desenvolver as competências e habilidades específicas.
Assim, para cada área, teremos as disciplinas pertinentes, bem como a indicação dos conhecimentos e habilidades a serem desenvolvidos.


  1. Linguagens:

Representação e Comunicação

    • Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações.
    • Utilizar-se das linguagens como meio de expressão, informação e comunicação, em situações intersubjetivas, que exijam graus de distanciamento e reflexão sobre os contextos e estatutos dos interlocutores; e colocar-se como protagonista no processo de produção/recepção.
    • Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização de mundo e da própria identidade.
    • Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para a sua vida.

Investigação e Compreensão

  • Analisar, interpretar e aplicar os recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e propagação de idéias e escolhas, tecnologias disponíveis etc.).
  • Recuperar, pelo estudo, as formas instituídas de construção do imaginário coletivo, o patrimônio representativo da cultura e as classificações preservadas e divulgadas, no eixo temporal e espacial.
  • Articular as redes de diferenças e semelhanças entre as linguagens e seus códigos.
  • Conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informações, a outras culturas e grupos sociais.
  • Entender os princípios das tecnologias da comunicação e da informação associá-las aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte e aos problemas que se propõe a solucionar.
  • Entender a natureza das tecnologias da informação como integração de diferentes meios de comunicação, linguagens e códigos, bem como a função integradora que elas exercem na sua relação com as demais tecnologias.

Contextualização Sócio-Cultural

  • Considerar a linguagem e suas manifestações como fontes de legitimação de acordos e condutas sociais, e sua representação simbólica como forma de expressão de sentidos, emoções e experiências do ser humano na vida social.
  • Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meio de: organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
  • Respeitar e preservar as manifestações da linguagem, utilizadas por diferentes grupos sociais, em suas esferas de socialização; usufruir do patrimônio nacional e internacional, com as suas diferentes visões de mundo; e construir categorias de diferenciação, apreciação e criação.
  • Entender o impacto das tecnologias da comunicação na sua vida, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.

LÍNGUA PORTUGUESA

Representação e Comunicação
  • Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes manifestações da linguagem verbal.
  • Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.
  • Aplicar as tecnologias de comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes da vida.

Investigação e compreensão

  • Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as condições de produção recepção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e propagação das idéias e escolhas, tecnologias disponíveis).
  • Recuperar, pelo estudo do texto literário, as formas instituídas de construção do imaginário coletivo, o patrimônio representativo da cultura e as classificações preservadas e divulgadas, no eixo temporal e espacial.
  • Articular as redes de diferenças e semelhanças entre a língua oral e escrita e seus códigos sociais, contextuais e lingüísticos.

Contextualização Sócio-Cultural
  • Considerar a Língua Portuguesa como fonte de legitimação de acordos e condutas sociais e como representação simbólica de experiências humanas manifestas nas formas de sentir, pensar e agir na vida social.
  • Entender os impactos das tecnologias da comunicação, em especial da língua escrita, na vida, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.

LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA

Representação e comunicação
  • Escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação e o vocábulo que melhor reflita a idéia que pretende comunicar.
  • Utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção oral escrita.
  • Utilizar as estratégias verbais e não-verbais para compensar as falhas, favorecer a efetiva comunicação e alcançar o efeito pretendido em situações de produção e leitura.
  • Conhecer e usar as línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informações, a outras culturas e a grupos sociais.

Investigação e compreensão
  • Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em razão de aspectos sociais e/ou culturais.
  • Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos com seus contextos mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as condições de produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e propagação de idéias e escolhas, tecnologias disponíveis).
Contextualização sócio-cultural
  • Saber distinguir as variantes lingüísticas.
  • Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar, agir e sentir de quem os produz.


EDUCAÇÃO FÍSICA

Representação e comunicação
  • Demonstrar autonomia na elaboração de atividades corporais, assim como capacidade para discutir e modificar regras, reunindo elementos de várias manifestações de movimento e estabelecendo uma melhor utilização dos conhecimentos adquiridos sobre a cultura corporal.
  • Assumir uma postura ativa na prática das atividades em grandes e pequenos grupos, compreendendo as diferenças individuais e procurando colaborar para que o grupo possa atingir os objetivos a que se propôs.
  • Reconhecer, na convivência e nas práticas pacíficas, maneiras eficazes de crescimento coletivo, dialogando, refletindo e adotando uma postura democrática sobre diferentes pontos de vista postos em debate.
  • Interessar-se pelo surgimento das múltiplas variações da atividade física, como objeto de pesquisa e área de interesse social e de mercado de trabalho promissor.

Investigação e compreensão
  • Compreender o funcionamento do organismo humano de forma a reconhecer e modificar as atividades corporais, valorizando-as como melhoria de suas potencialidades físicas.
  • Desenvolver as noções conceituadas de esforço, intensidade e freqüência, aplicando-as em suas práticas corporais.
  • Refletir sobre as informações especificas da cultura corporal, sendo capaz de discerni-las e reinterpreta-las em bases cientificas, adotando uma postura autônoma, na seleção de atividades e procedimentos para a manutenção ou aquisição de saúde.

Contextualização Sócio-Cultural
  • Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo e valorizando as diferenças de desempenho, linguagem e expressão.
A avaliação em Educação Física Escolar acontecerá de forma sistemática por meio da observação das situações de vivência, de perguntas e respostas formuladas durante as aulas. Esta forma de avaliar apresenta uma série de vantagens, as aulas não precisam ser interrompidas; o ambiente continua o mesmo; e finalmente, ela permite a avaliação do comportamento na sua totalidade. Ela abrangerá as dimensões cognitiva (competências e habilidades), motora (habilidades motoras e capacidades físicas) e atitudinal (valores), verificando a capacidade de o aluno expressar sua sistematização dos conhecimentos relativos à cultura corporal em diferentes linguagens: corporal, escrita e falada.

ARTES

Representação e comunicação
  • Realizar produções artísticas, individuais ou coletivas, nas linguagens da arte (música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais).
  • Apreciar produtos de arte, em suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição quanto a análise estética.

Investigação e compreensão
  • Analisar, refletir e compreender os diferentes processos da Arte, com seus diferentes instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações sócio-culturais e históricas.
  • Conhecer, analisar, refletir e compreender critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico, antropológico, semiótico, científico e tecnológico, entre outros.

Contextualização Sócio-Cultural
  • Analisar, refletir, respeitar e preservar as diversas manifestações de Arte – em suas múltiplas funções – utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos, interagindo com o patrimônio nacional e internacional, que se deve conhecer e compreender em sua dimensão sócio-histórica.

  1. Ciências Humanas

Representação e Comunicação
  • Entender a importância das tecnologias contemporâneas de comunicação e informação para planejamento, gestão, organização e fortalecimento do trabalho de equipe.

Investigação e compreensão
  • Compreender os elementos cognitivos, afetivos, sociais e culturais que constituem a identidade própria e a dos outros.
  • Compreender a sociedade, sua gênese e transformação, e os múltiplos fatores que nela intervem, como produtos da ação humana; a si mesmo como agente social; e os processos sociais como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos de indivíduos.
  • Entender os princípios das tecnologias associadas ao conhecimento do individuo, da sociedade e da cultura, entre as quais as de planejamento, organização, gestão, trabalho de equipe, e associa-las aos problemas que se propõe resolver.

Contextualização sócio-cultural
  • Compreender o desenvolvimento da sociedade como processo de ocupação de espaços físicos e as relações da vida humana com a paisagem, em seus desdobramentos políticos, culturais, econômicos e humanos.
  • Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as às práticas dos diferentes grupos e atores sociais, aos princípios que regulam a convivência em sociedade, aos direitos e deveres da cidadania, à justiça e à distribuição dos benefícios econômicos.
  • Traduzir os conhecimentos sobre a pessoa, a sociedade, a economia, as práticas sociais e culturais em condutas de indagação, análise, problematização e protagonismo diante de situações novas, problemas ou questões da vida pessoal, social, política, econômica e cultural.
  • Entender o impacto das tecnologias associadas às Ciências Humanas sobre a sua vida pessoal, os processos de produção, o desenvolvimento do conhecimento e a vida social.
  • Aplicar as tecnologias das Ciências Humanas e Sociais na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.

HISTÓRIA

Representação e comunicação
  • Criticar, analisar e interpretar fontes documentais de natureza diversa, reconhecendo o papel das diferentes linguagens, dos diferentes agentes sociais e dos diferentes contextos envolvidos em sua produção.
  • Produzir textos analíticos e interpretativos cobre os processos históricos, a partir das categorias e procedimentos próprios do discurso historiográfico.

Investigação e compreensão
  • Relativizar as diversas concepções de tempo e as diversas formas de periodização do tempo cronológico, reconhecendo-as como construções culturais e históricas.
  • Estabelecer relações entre continuidade/permanência e ruptura/transformação nos processos históricos.
  • Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica, a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos processos históricos simultaneamente como sujeito e como produto dos mesmos.
  • Atuar sobre os processos de construção da memória social, partindo da crítica dos diversos “lugares de memória” socialmente instituídos.

Contextualização sócio-cultural
  • Situar as diversas produções da cultura – as linguagens, as artes, a filosofia, a religião, as ciências, as tecnologias e outras manifestações sociais – nos contextos históricos de sua constituição e significação.
  • Situar os momentos históricos nos diversos ritmos da duração e nas relações de sucessão ou de simultaneidade.
  • Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos.
  • Posicionar-se diante de fatos presentes a partir da interpretação de suas relações com o passado.

GEOGRAFIA

Representação e comunicação
  • Ler, analisar e interpretar os códigos específicos da Geografia (mapas, gráficos, tabelas, etc), considerando-os como elementos de representação de e fatos e fenômenos espaciais ou especializados.
  • Reconhecer e ampliar o uso das escalas cartográficas e geográfica, como formas de organizar e conhecer a localização, distribuição e freqüência dos fenômenos naturais e humanos.

Investigação e compreensão
  • Reconhecer os fenômenos espaciais a partir da seleção, comparação e interpretação, identificando as singularidades ou generalidades de cada lugar, paisagem ou território.
  • Selecionar e elaborar esquemas de investigação que desenvolvam a observação dos processos de formação e transformação dos territórios, tendo em vista as relações de trabalho, a incorporação dede técnicas e tecnologias e o estabelecimento de redes sociais.
  • Analisar e comparar, interdisciplinarmente, as relações entre preservação e degradação da vida no planeta, tendo em vista o conhecimento da sua dinâmica e a mundialização dos fenômenos culturais, econômicos, tecnológicos e políticos que incidem sobre a natureza, nas diferentes escalas – local, regional, nacional e global.

Contextualização sócio-cultural
  • Reconhecer na aparência das formas visíveis e concretas do espaço geográfico atual a sua essência, ou seja, os processos históricos, construídos em diferentes tempos, e os processos contemporâneos, conjunto de práticas dos diferentes agentes, que resultam em profundas mudanças na organização e no conteúdo do espaço.
  • Compreender e aplicar no cotidiano os conceitos básicos da Geografia.
  • Identificar, analisar e avaliar o impacto das transformações naturais, sociais, econômicas, culturais e políticas no seu “lugar-mundo”, comparando, analisando e sintetizando a densidade das relações e transformações que tornam concreta e vivida a realidade.

SOCIOLOGIA

Representação e comunicação

  • Identificar, analisar e comparar os diferentes discursos sobre a realidade: as explicações das ciências sociais,amparadas nos vários paradigmas teóricos, e as do senso comum.
  • Produzir novos discursos sobre as diferentes realidades sociais, a partir das observações e reflexões realizadas.

Investigação e compreensão
  • Construir instrumentos para uma melhor compreensão da vida cotidiana, ampliando a “visão de mundo” e o “horizonte de expectativas”, nas relações interpessoais com os vários grupos sociais.
  • Construir uma visão mais crítica da indústria cultural e dos meios de comunicação de massa, avaliando o papel ideológico do “marketing” como estratégia de persuasão do consumidor e do próprio eleitor.
  • Compreender e valorizar as diferentes manifestações culturais de etnias e segmentos sociais, agindo de modo a preservar o direito à diversidade, como princípio estético, político e ético que supera conflitos e tensões do mundo atual.

Contextualização sócio-cultural
  • Compreender as transformações no mundo do trabalho e o novo perfil de qualificação exigida, gerados por mudanças na ordem econômica.
  • Construir a identidade social e política, de modo a viabilizar o exercício da cidadania plena, no contexto do Estado de Direito, atuando para que haja, efetivamente, uma reciprocidade de direitos e deveres entre o poder público e o cidadão e também entre os diferentes grupos.

FILOSOFIA

Representação e comunicação
  • Ler textos filosóficos dede modo significativo.
  • Ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros.
  • Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo.
  • Debater, tomando uma posição em face de argumentos mais consistentes.

Investigação e compreensão
  • Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas Ciências Naturais e Humanas, nas Artes e em outras produções culturais.

Contextualização sócio-cultural
  • Contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem especifica, quanto em outros planos: o pessoal-biográfico; o entorno sócio-político, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica.
  1. Ciências da Natureza

Representação e comunicação
  • Ler e interpretar textos de interesse científico e tecnológico.
  • Interpretar e utilizar diferentes formas de representação (tabelas, gráficos, expressões, ícones...).
  • Exprimir-se oralmente com correção e clareza, usando a terminologia correta.
  • Produzir textos adequados para relatar experiências, formular dúvidas ou apresentar conclusões.
  • Utilizar as tecnologias básicas de redação e informação, como computadores.
  • Identificar variáveis relevantes e selecionar os procedimentos necessários para a produção, análise e interpretação de resultados de processos e experimentos científicos e tecnológicos.
  • Identificar, representar e utilizar o conhecimento geométrico para aperfeiçoamento da leitura, da compreensão e da ação sobre a realidade.
  • Identificar, analisar e aplicar conhecimentos sobre valores de variáveis, representados em gráficos, diagramas ou expressões algébricas, realizando previsão de tendências, extrapolações e interpolações e interpretações.
  • Analisar qualitativamente dados quantitativos representados gráfica ou algebricamente relacionados a contextos sócio-economicos, científicos ou cotidianos.

Investigação e compreensão
Desenvolver a capacidade dede questionar processos naturais e tecnológicos, identificando regularidades, apresentando interpretações e prevendo evoluções. Desenvolver o raciocínio e a capacidade de aprender.
  • Formular questões a partir de situações reais e compreender aquelas já enunciadas.
  • Desenvolver modelos explicativos para sistemas tecnológicos e naturais.
  • Utilizar instrumentos de medição e de cálculo.
  • Procurar e sistematizar informações relevantes para a compreensão da situação-problema
  • Formular hipóteses e prever resultados.
  • Elaborar estratégias de enfrentamento das questões.
  • Interpretar e criticar resultados a partir de experimentos e demonstrações.
  • Articular o conhecimento científico e tecnológico numa perspectiva interdisciplinar.
  • Entender e aplicar métodos e procedimentos próprios das Ciências Naturais.
  • Compreender o caráter aleatório e não determinístico dos fenômenos naturais e sociais e utilizar instrumentos adequados para medidas, determinação de amostras e cálculo de probabilidades.
  • Fazer uso dos conhecimentos da Física, da Química e da Biologia para explicar o mundo natural e para planejar, executar e avaliar intervenções práticas.
  • Aplicar as tecnologias associadas às Ciências Naturais na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.

Contextualização sócio-cultural

Compreender e utilizar a ciência, como elemento de interpretação, e a tecnologia como conhecimento sistemático de sentido prático.
  • Utilizar elementos e conhecimentos científicos e tecnológicos para diagnosticar e equacionar questões sociais e ambientais.
  • Associar conhecimentos e métodos científicos com a tecnologia do sistema produtivo e dos serviços.
  • Reconhecer o sentido histórico da ciência e da tecnologia, percebendo seu papel na vida humana em diferentes épocas e na capacidade humana de transformar o meio.
  • Compreender as ciências como construções humanas, entendo como elas se desenvolveram por acumulação, continuidade ou ruptura de paradigmas, relacionando o desenvolvimento científico com a transformação da sociedade
  • Entender a relação entre o desenvolvimento de Ciências Naturais e o desenvolvimento tecnológico e associar as diferentes tecnologias aos problemas que se propuser e se propõe solucionar.
  • Entender o impacto das tecnologias associadas às Ciências Naturais, na sua vida pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.

BIOLOGIA

Representação e comunicação
  • Descrever processos e características do ambiente ou de seres vivos, observados em microscópio ou a olho nu.
  • Perceber e utilizar os códigos intrínsecos da Biologia.
  • Apresentar suposições e hipóteses acerca dos fenômenos biológicos em estudo.
  • Apresentar, de forma organizada, o conhecimento biológico apreendido, através de textos, desenhos, esquemas, gráficos, tabelas, maquetes, etc.
  • Conhecer diferentes formas de obter informações (observação, experimento, leitura de texto e imagem, entrevista), selecionando aquelas pertinentes ao tema biológico em estudo.
  • Expressar dúvidas, idéias e conclusões acerca dos fenômenos biológicos.

Investigação e compreensão
  • Relacionar fenômenos, fatos, processos e idéias em Biologia, elaborando conceitos, identificando regularidades e diferenças, construindo generalizações.
  • Utilizar critérios científicos para realizar classificações de animais, vegetais, etc.
  • Relacionar os diversos conteúdos conceituais de Biologia (lógica interna) na compreensão de fenômenos.
  • Estabelecer relações entre parte e todo de um fenômeno ou processo biológico.
  • Selecionar e utilizar metodologias cientificas adequadas para a resolução de problemas, fazendo uso, quando for o caso, de tratamento estatístico na analise de dados coletados.
  • Formular questões, diagnósticos e propor soluções para problemas apresentados, utilizando elementos da Biologia.
  • Utilizar noções e conceitos da Biologia em novas situações de aprendizado (existencial ou escolar).
  • Relacionar o conhecimento das diversas disciplinas para o entendimento de fatos ou processos biológicos (lógica externa).

Contextualização sócio-cultural
  • Reconhecer a Biologia como um fazer humano e, portanto, histórico, fruto da conjunção dos fatores sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos e tecnológicos.
  • Identificar a interferência de aspectos místicos e culturais nos conhecimentos do senso comum relacionado a aspectos Biológicos.
  • Reconhecer o ser humano como gente e paciente de transformações intencionais por ele produzida no seu ambiente.
  • Julgar ações e intervenções, identificando aquelas que visam a preservação e à implementação da saúde individual, coletiva do ambiente.
  • Identificar as relações entre o conhecimento científico e do desenvolvimento tecnológico, considerando a preservação da vida, as condições de vida e as concepções de desenvolvimento sustentável.

FÍSICA

Representação e comunicação
  • Compreender enunciados que envolvem códigos e símbolos físicos, compreender manuais de instalação e utilização de aparelhos.
  • Utilizar e compreender tabelas, gráficos e relações matemáticas gráficas para a expressão do saber físico. Ser capaz de discriminar e traduzir as linguagens matemática e discursiva entre si.
  • Expressar-se corretamente utilizando a linguagem física adequada e elementos de sua representação simbólica. Apresentar de forma clara e objetiva o conhecimento apreendido, através de tal linguagem.
  • Conhecer fontes de informações e formas de obter informações relevantes, sabendo interpretar notícias científicas.
  • Elaborar sínteses ou esquemas estruturados temas físicos trabalhados.

Investigação e compreensão
  • Desenvolver a capacidade de investigação física. Classificar, organizar sistematizar. Identificar regularidades; observar, estimar ordens de grandeza, compreender o conceito de medir, fazer hipóteses, testar.
  • Conhecer e utilizar conceitos físicos. Relacionar grandezas, quantificar, identificar parâmetros relevantes. Compreender e utilizar leis e teorias físicas.
  • Compreender a Física presente no mundo vivencial e nos equipamentos e procedimentos tecnológicos. Descobrir o “como funciona” de aparelhos.
  • Construir e investigar situações-problemas, identificar a situação física, utilizar modelos físicos, generalizar de uma outra situação, prever, avaliar, analisar previsões.
  • Articular o conhecimento físico com conhecimentos de outras áreas do saber cientifica.
Contextualização sócio-cultural
  • Reconhecer a Física como construção humana, aspectos de sua história e relações com o contexto cultural, social, político e econômico.
  • Reconhecer o papel da física no sistema produtivo, compreendendo a evolução dos meios tecnológicos e sua relação dinâmica com a evolução do conhecimento cientifico.
  • Dimensionar a capacidade crescente do homem propiciada pela tecnologia.
  • Estabelecer relações entre o conhecimento físico e outras formas de expressão da cultura humana.
  • Ser capaz de emitir juízos de valor em relação a situações sociais que envolvem aspectos físicos e /ou tecnológicos relevantes.

QUÍMICA

Representação e comunicação
  • Descrever as transformações químicas em linguagens discursivas.
  • Compreender os códigos e símbolos próprios da Química atual.
  • Traduzir a linguagem discursiva em linguagem simbólica da Química e vice-versa. Utilizar a representação simbólica das transformações químicas e reconhecer suas modificações ao longo do tempo.
  • Traduzir a linguagem discursiva em outras linguagens usadas em química: gráficos tabelas e relações matemáticas..
  • Identificar fontes de informação e formas de obter informações relevantes para o conhecimento da Química (livros, computadores, jornais, manuais etc.).

Investigação e compreensão
  • Compreender e utilizar conceitos químicos dentro de uma visão macroscópica (lógico-empirica).
  • Compreender os fatos químicos dentro de uma visão macroscópica ( lógico-formal).
  • Compreender dados quantitativos, estimativa e medidas, compreender relações proporcionais presentes na Química (raciocínio proporcional).
  • Reconhecer tendências e relações a partir de dados experimentais ou outros (classificação, seriação e correspondência em Química).
  • Selecionar e utilizar idéias e procedimentos científicos (leis, teorias, modelos) para a resolução de problemas qualitativos e quantitativos em Química, identificando e acompanhando as variáveis relevantes.
  • Reconhecer ou propor a investigação de um problema relacionado à química, selecionando procedimentos experimentais pertinentes.
  • Desenvolver conexões hipotético-lógicas que possibilitem previsões acerca das transformações químicas.

Contextualização sócio-cultural
  • Reconhecer aspectos químicos relevantes na interação individual e coletiva do ser humano com o ambiente.
  • Reconhecer o papel da química no sistema produtivo, industrial e rural.
  • Reconhecer as relações entre o desenvolvimento cientifico e tecnológico da química e aspectos sócio-político-culturais.
  • Reconhecer os limites éticos e morais que podem estar envolvidos no desenvolvimento da química e da tecnologia.

  1. Matemática
MATEMÁTICA

Representação e comunicação
  • Ler e interpretar textos de matemática
  • Ler, interpretar e utilizar representações matemáticas (tabelas, gráficos, expressões etc.).
  • Transcrever mensagens matemáticas da linguagem corrente para linguagem simbólica (equações, gráficos, diagramas, fórmulas, tabelas etc.). e vice-versa.
  • Exprimir-se com correção e clareza, tanto na língua materna, como na linguagem matemática, usando a terminologia correta.
  • Produzir textos matemáticos adequados.
  • Utilizar adequadamente os recursos tecnológicos como instrumentos de produção e de comunicação.
  • Utilizar corretamente instrumentos de medição e de desenho.

Investigação e compreensão
  • Identificar o problema (compreender enunciados, formular questões etc.).
  • Procurar, selecionar e interpretar informações relativas ao problema.
  • Formular hipóteses e prever resultados.
  • Selecionar estratégias de resolução de problemas.
  • Interpretar e criticar resultados numa situação concreta
  • Distinguir e utilizar raciocínios dedutivos e indutivos.
  • Fazer e validar conjecturas, experimentando, recorrendo a modelos, esboços, fatos conhecidos, relações e propriedades.
  • Discutir idéias e produzir argumentos convincentes.

Contextualização sócio-cultural
  • Desenvolver a capacidade de utilizar a Matemática na interpretação e intervenção no real.
  • Aplicar conhecimentos e métodos matemáticos em situações reais, em especial em outras áreas do conhecimento.
  • Relacionar etapas da história da Matemática com a evolução da humanidade.
  • Utilizar adequadamente calculadoras e computador, reconhecendo suas limitações e potencialidades.




7 - PROJETOS PEDAGÓGICOS
Os projetos pedagógicos são elaborados a partir das expectativas de aprendizagem e da realidade sociocultural da comunidade escolar:


PROJETOS

OBJETIVOS


Capacitação para os Profissionais da Educação

Oportunizar aos professores e profissionais da
UE momentos de leitura e discussão sobre temas relacionados às teorias educacionais, e temas recentes enfatizando a associação com a prática, com o intuito de aprimorar seu trabalho a ser desempenhado durante as ações pedagógicas.


IV Caminhada pela Vida

Desenvolver ações educativas que levem o aluno a refletir sobre suas atitudes, sobre o seu espaço social e familiar, sensibilizando-os para interagir em seu meio provocando mudanças, promovendo uma sociedade melhor.


IV MOSTRA DE CONHECIMENTOS

O objetivo da Mostra é fomentar o espírito de pesquisa e permitir uma integração dos jovens cientistas de nossa Escola e proporcionar aos participantes a oportunidade de conhecer experiências variadas, tornar públicas suas ideias e seus sentimentos que produzirão efeitos de multiplicação nas turmas.


Recuperação para alunos de baixo rendimento

Oportunizar aos alunos diferentes possibilidades de compreensão e desenvolvimento dos conteúdos, nos aspectos em que as dificuldades são mais acentuadas, utilizando metodologias específicas que visem à superação nas dificuldades individuais de cada aluno.


PROJETO ISTO OU AQUILO
Entre o sonho e a realidade do mercado
Apoio à Escolha Profissional


Estimular reflexões sobre o Projeto de Vida dos alunos para que cada um possa desenvolver a capacidade de fazer escolhas conscientes e responsáveis para atingir a própria realização.


MINHA MÃE AINDA MAIS LINDA!

O tema Dia das Mães é um tema a ser trabalhado onde o aluno pode se empolgar ao falar de mãe e pensar o quanto é importante ser mãe e ser filho. O projeto cria situações de ensino aprendizagem que possibilitam o aluno a pensar em suas mães enquanto pessoas humanas dotadas de desejos, sonhos, medos, projetos e duvidas e poder com isso, tornar o Mundo delas bem melhor.


Carnaval da Integração

Além de reconhecer o Carnaval como a maior expressão da cultura e da arte do povo brasileiro o objetivo é aproximar todos que de alguma forma farão parte da rotina escolar dos alunos novatos e veteranos por meio de atividades culturais para que todos possam se conhecer, interagir e, assim, ajudar no desenvolvimento do aluno.


Festa Julina

Incentivar nos alunos o gosto pelas festas juninas, oferecendo-lhes oportunidade de descontração, socialização e ampliação de seu conhecimento através de atividades diversificadas, lúdicas, pesquisa e apresentações características destes festejos que fazem parte do folclore brasileiro, ressaltando seus aspectos, popular, social e cultural.


Semana do Meio Ambiente

Promover simultaneamente, o desenvolvimento de conhecimento, de atitudes e de habilidades necessárias à preservação e melhoria da qualidade ambiental, iniciando pela escola, expandindo-se pela circunvizinhança e sucessivamente até a cidade, a região, o país, o continente e o planeta.


Viagem de Estudos

Propiciar aos alunos a possibilidade de observar os sítios históricos que os colocam em contato com os temas e processos históricos.
Oportunizar a ampliação de sua formação no âmbito da cultural geral


PAIS E FILHOS

Viabilizar práticas de integração e reflexão sobre a relação escola e família. Além de proporcionar encontros com os familiares para sensibilização, apreciação e seleção de experiências vivenciadas em outras realidades.





8 - METODOLOGIA DE ENSINO

A escolaridade básica representa o início e a consolidação progressiva de aprendizagens consideradas elementares e nucleares, no âmbito da formação pessoal e social, dirigidas à construção de bases do saber; estas permitem ao indivíduo o seu desenvolvimento enquanto ser que aprende e aprende a aprender, constituindo também um processo da sua integração plena na sociedade. Trata-se, portanto de admitir conteúdos e, ao mesmo tempo, realizar percursos de aprendizagens.
As várias mensagens que passam pela escola exigem de nós a reflexão e preparação para uma educação holística e capaz de abordar cabalmente os problemas e questões do Mundo real e atual. As aquisições cognitivas são validadas por uma dimensão afetiva. O penso, logo existo e o sinto, logo existo convergem em processos de construção crítica e reflexiva de discursos de identidade individual. Resta-nos saber que opções tomar, que valorizações, quais os critérios, que discurso de poder assumimos perante as nossas práticas pedagógicas. É a pluralidade do Mundo presente que nos exige pensar uma outra educação para a diversidade, respeito, a participação e os procedimentos democráticos.
Os conceitos de identidade individual, de grupo, social, nacional, internacional, ou outros, tal como os conceitos de interação e de participação (ou as atitudes que representam), são fundamentais na contextualização do saber, do ser e do saber estar, hoje.
Na escola confrontamo-nos com os outros, os que nos ensinam, aqueles a quem reconhecemos autoridade, os que têm opiniões ou posições opostas ou semelhantes. A participação ativa na vida da escola estimula o conhecimento dos problemas, aumentando a responsabilidade e o sentido da eficácia nas atividades desempenhadas. Educar é proporcionar situações de aprendizagem, momentos em que cada um se pode sentir implicado na construção do saber e do tornar-se pessoa. Conhecer-se a si mesmo, conhecer o outro, contrapor-se ao Mundo e ao(s) outro(s), ser capaz de interagir numa contínua construção de identidade constitui o elemento essencial, o fundamento, de toda a ação educativa.. Aqui está a dimensão ética do processo educativo, a responsabilização do indivíduo, a garantia assim conseguida de liberdade pessoal, a afirmação dos valores e a sua concretização efetiva em práticas de aprendizagem, ou, para melhor dizer, em práticas de vida.
Esta é, ainda, a construção da cidadania, na defesa e construção inequívocas da liberdade e responsabilidade pessoais, assim como na promoção de atitudes críticas e reflexivas. São estas as atitudes que conduzem ao reconhecimento da dimensão pessoal e, ao mesmo tempo, do valor da participação, na cidadania que queremos democrática em pleno sentido.
A metodologia do trabalho interdisciplinar supõe atitude e método, envolvendo integração de conteúdos; passando de uma percepção fragmentária para uma concepção unitária do conhecimento; superando a dicotomia entre ensino e pesquisa, ponderando sobre o estudo e a pesquisa, a partir do apoio das diversas ciências. Além disso, o ensino-aprendizagem é centrado no olhar de que aprendemos ao longo de toda a vida (educação continuada). Articular saber, informação, experiência, meio ambiente, escola, comunidade etc., tornou-se, atualmente, o objetivo da interdisciplinaridade que se manifesta, por um fazer coletivo e solidário na organização da escola.
A interdisciplinaridade oferece uma nova postura diante do conhecimento, uma mudança de atitude em busca do contexto do conhecimento, em busca do ser como pessoa integral. A interdisciplinaridade visa garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com os limites das disciplinas. Para isso, será preciso, como propõe Ivani Fazenda, “uma postura interdisciplinar”, que nada mais é do que uma atitude de busca, de inclusão, de acordo e de sintonia diante do conhecimento.
Todos ganham com a interdisciplinaridade. Os alunos, porque aprendem a trabalhar em grupo, habituam-se a essa experiência de aprendizagem grupal e melhoram a interação com os colegas.Os professores, porque se vêem compelidos pelos próprios alunos, a ampliar os conhecimentos de outras áreas; têm menos problemas de disciplina e melhoram a interação com os colegas de trabalho. A escola porque a sua proposta pedagógica é executada de maneira ágil e eficiente; tem menos problemas com disciplina e os alunos passam a estabelecer um relacionamento de colaboração e parceria com o pessoal da equipe escolar, assim como, com a comunidade onde está inserida a escola.
Na aprendizagem, o professor é o norte que ajuda o aluno a descobrir, a reconstruir e a posicionar-se frente ao conhecimento. No processo de aprendizagem o aluno não constrói sozinho o conhecimento, essa construção é feita continuamente com outros e na interação com os outros.
As práticas pedagógicas em sala de aula devem exceder uma visão fragmentada e descontextualizada do ensino, tornando as aprendizagens significativas.
Os cinco princípios que subsidiam a prática docente interdisciplinar, de acordo com Ivani Fazenda são: humildade, espera, respeito, coerência e desapego.
Humildade ante a limitação do próprio saber, perplexidade ante a possibilidade de desvendar novos saberes- é reconhecer limitações e ter coragem para superá-las; Espera é tempo de escuta desapegada (ante os atos não consumados); Respeito por si e pelas pessoas; Coerência entre o que digo e o que faço; Desapego das certezas, buscando no compartilhamento com o outro novas possibilidades do agir e do pensar. Finalizando, a atitude de reciprocidade é a que conduz à troca, que induz ao diálogo com pares idênticos, com pares anônimos ou consigo mesmo.
A efetivação do processo de envolvimento do educador em um trabalho interdisciplinar, mesmo que sua formação tenha sido fragmentada é realizado através da interação professor/aluno, professor/professor, pois a educação só tem sentido no encontro.
“Se há interdisciplinaridade, há encontro, e a educação só tem sentido no encontro. A educação só tem sentido na “mutualidade”, numa relação educador-educando em que haja reciprocidade, amizade e respeito mútuo”.

8. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A priori o processo de avaliação da aprendizagem reger-se-á pela Portaria n° 31/2014 considerando a Resolução CEE/SC 183/2013.
A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos, tem como proposta de trabalho a Educação sócio-interacionista de Vygotsky e Wallon. Diante desta teoria pedagógica a avaliação deve ter por função diagnosticar e estimular o avanço do conhecimento. Na análise dos resultados da avaliação, acertos e erros, dificuldades ou dúvidas que o aluno apresenta são evidências significativas de como ele está interagindo com o conhecimento; seus resultados devem servir para orientar o planejamento e replanejamento do professor.
A avaliação é um processo contínuo e sistemático, e, portanto, permite verificar até que ponto os objetivos estão sendo alcançados, identificando os alunos que necessitam de atenção individual e reformulando o trabalho com a adoção de procedimentos que possibilitam sanar as dificuldades identificadas.
Quando o professor se deparar com a situação de aprendizagem insuficiente, o mesmo deverá procurar diagnosticar as causas do fracasso e conduzir o educando a uma nova reflexão sobre os conteúdos trabalhados, incentivá-lo a desafios, e pela recuperação paralela proporcionar nova oportunidade ao aluno de superar sua dificuldade de conteúdo ou outro item que o mesmo precise melhorar.
O aluno matriculado em nossa Unidade Escolar será avaliado no todo, ou seja, a avaliação não se prende somente no quesito nota, que tem como função propiciar ao professor parâmetro numérico da retenção e compreensão dos conteúdos trabalhados. Além do quesito nota o aluno de nossa escola será avaliado também em outros quesitos que julgamos serem capazes de determinar se houve por parte do aluno a compreensão de que ele é o agente de transformação social. Os itens que darão subsídio para a avaliação global da aprendizagem do educando serão elencados numa planilha de avaliação qualitativa: participação, trabalho de grupo, assiduidade/pontualidade, realização dos trabalhos de casa, interesse/empenho, comportamento, Espírito Crítico, Autonomia, Auto-avaliação, uso do uniforme. A nota da avaliação qualitativa será inserida no sistema do professor on-line na modalidade Nota de Participação.
A avaliação se desenvolve em diferentes momentos do processo de ensino–aprendizagem, com objetivos distintos. No início temos uma avaliação diagnóstica que é utilizada para verificar conhecimentos que o aluno tem, ou seja, o que aprendeu ao longo dos anos anteriores; pré-requisitos e particularidades dos alunos. Portanto, constatadas dificuldades em termos de pré-requisitos, propõem-se atividades para superá-las; constatada as particularidades, individualiza-se o ensino, encaminhando, assim, para novas aprendizagens.
Aplica-se este tipo de avaliação no início de uma unidade, semestre ou ano letivo.
Ao longo do processo temos a avaliação formativa que tem a função controladora. Ela visa informar o professor e o aluno sobre o rendimento da aprendizagem; verificar se o aluno está conseguindo dominar gradativamente os objetivos previstos, expressos sob forma de conhecimentos, de habilidades e de atitudes; localizar as dificuldades na organização de ensino, ou seja, oferecer ao aluno informações sobre o seu progresso na aprendizagem, fazendo-o conhecer seus avanços e suas dificuldades, para superá-las; e ainda fornecer instrumentos ao professor para o replanejamento.
No fim do processo ensino-aprendizagem temos a avaliação somativa que consiste em classificar os resultados obtidos pelos alunos ao final de um bimestre, semestre e ano, tendo por base os níveis de aproveitamento.
Estes resultados serão socializados em Conselho de Classe para a tomada de decisões a respeito do percurso formativo de cada aluno e os procedimentos pedagógicos administrativos necessários para que os objetivos de ensino e aprendizagem sejam alcançados.
A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos terá como parâmetro básico para avaliar numericamente seu aluno no mínimo: 3 avaliações bimestrais*. A média final anual para aprovação será 7 (sete). A avaliação numérica será na escala de 1 a 10, com fração de 0,5. A avaliação deve contemplar questões, que levem em consideração o raciocínio lógico, a capacidade de produzir conhecimentos e interpretar. A média bimestral deverá contemplar as avaliações de conhecimentos e habilidades, assim como a avaliação dos valores e atitudes. Os procedimentos avaliativos deverão levar em conta a Avaliação Diagnóstica Processual Final.
* SUGESTÕES:
  • 1ª avaliação – PRODUÇÃO INDIVIDUAL: envolvendo conteúdos trabalhados em sala de aula, sem consulta (o uso de dicionário e/ou calculadora fica sujeito aos critérios de avaliação da disciplina), mínimo de 10 questões objetivas e subjetivas; com o valor de cada questão.
  • 2ª avaliação – PESQUISA E EXPOSIÇÃO ORAL: trabalho em grupo, debates, plenária etc., estipulando critérios para o trabalho escrito e oral.
  • 3ª avaliação – AVALIAÇÃO EM DUPLA, envolvendo os conteúdos trabalhados, com ou sem consulta, deixando bem claro o valor de cada questão.
Os professores estarão trabalhando com o sistema do professor on-line através do qual agendarão os trabalhos avaliativos e provas. Porém, o agendamento no sistema não suprimirá o aviso em sala de aula aos alunos de datas e assuntos da prova, mantendo-os sempre informados.
Mediante a alimentação do sistema estabeleceu-se um prazo de 15 dias após cada avaliação para que o professor publique as notas. E em relação à freqüência escolar haverá um prazo de uma semana para informar as faltas.
Observações:
  • O aluno que faltar nos dias de avaliação terá 24 horas para apresentar justificativa. Caso não apresentar justificativa (atestado médico, ligação ou bilhete do responsável legal), perderá o direito da avaliação, mas terá o direito de fazer a recuperação paralela.
  • O aluno que não entregar o trabalho avaliativo na data prevista deverá procurar o professor para justificar o motivo. Neste caso, o trabalho será aceito, porém valendo somente até 8,0 pontos, sendo que o aluno não poderá exceder 15 dias de atraso.
  • O aluno que estiver em sala de aula, e se recusar a fazer a avaliação, não terá mais direito de recuperar esta nota. O professor deverá registrar a ocorrência e fazer com que o aluno e o representante de turma assinem.
Ressaltamos que é de fundamental importância determinar o que vai ser avaliado, estabelecer os critérios para a avaliação, selecionar as técnicas e instrumentos e verificar os resultados alcançados.
O professor deve determinar e informar as dimensões que serão avaliadas da atividade proposta. Por ex: recordar aspectos essenciais do conteúdo, relacionar idéias, sintetizar o texto, avalia-lo, referi-lo a outros autores e assim por diante.
É importante observar que a natureza do que avaliamos determina, em grande parte, a seleção de condições, critérios, técnicas e de instrumentos de avaliação.
Os critérios são indicadores, não podemos confundi-los com notas ou conceitos. Esses devem ser formulados de maneira precisa e objetiva para não dar margem à subjetividade no nosso julgamento. Não podemos usar um critério quantitativo, é necessário estabelecer critérios qualitativos.
As condições são as situações em que o processo de avaliação é realizado. Podemos avaliar em situações de provas ou em situações de vida cotidiana.
O professor deverá sempre proporcionar variadas situações em que o aluno possa demonstrar o que assimilou durante o processo ensino-aprendizagem. A avaliação deve fornecer condições para que o aluno crie algo novo, deve ser um momento de questionamento, de problematização, de hipotetizar o que já foi visto.
A Escola de Educação Básica Prefeito Sílvio Santos, baseou seu processo avaliativo em conformidade com o que preceitua a legislação em vigor. É necessário lembrar que em termos de resultados educativos é muito difícil e arriscado quantificar. Devemos tratar os resultados não como uma conclusão bem estabelecida, mas como hipótese de trabalho.



8.1. RECUPERAÇÃO PARALELA

Conforme a Resolução 158 do Conselho Estadual de Educação, quando for diagnosticada insuficiência no rendimento da apropriação dos conhecimentos por parte do aluno (rendimento inferior a 70%). Este terá direito à recuperação. A Recuperação Paralela é um dos mecanismos que a escola possui para atender à diversidade de características e ritmos de aprendizagem dos alunos. 
A nota da recuperação paralela deverá ter o mesmo peso da que originou a necessidade de recuperação, prevalecendo o resultado maior obtido.
Quem se recusar a fazer a recuperação deverá assinar sua recusa no caderno da turma com assinatura do professor e do representante de turma como testemunha; sendo que o professor deverá fazer uma anotação na agenda escolar e/ou caderno comunicando os pais do ocorrido.
  Tendo em vista que as Expectativas de Aprendizagem devem orientar o professor na identificação dos alunos que necessitam de apoio para superar dificuldades momentâneas por meio da Recuperação Contínua e Paralela, a cada avaliação de conteúdo e/ou conceito desenvolvido aplica-se 1 (uma) recuperação para os alunos que não atingiram média.
É importante ressaltar que há expectativas de aprendizagem que podem e devem ser alcançadas na rotina semanal ou nos momentos reservados para a recuperação contínua, não necessitando o encaminhamento do aluno para aulas de reforço no PENOA.
Por outro lado, há algumas expectativas que devem ser priorizadas na decisão do encaminhamento para o PENOA e/ou recuperação dos alunos que não as alcançaram. Destaca-se nesse caso a expectativa: compreender o funcionamento alfabético do sistema de escrita, interpretar e ter o domínio do cálculo.  

8.2. RECUPERAÇÃO PENOA

As aulas do Programa Estadual Novas Oportunidades de Aprendizagem na Educação Básica (PENOA), criado pela Secretaria de Estado da Educação (SED) tem como objetivo garantir que o aluno consiga superar a defasagem de conteúdo apresentado em Língua Portuguesa e Matemática. As aulas serão oferecidas no contraturno.
Neste programa o aluno freqüenta duas vezes por semana (dois períodos de 4 horas), no contraturno, para aprofundar as habilidades de leitura, escrita e cálculo.
O PENOA atenderá alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental que apresentarem lacunas de conhecimento no processo de leitura, de produção textual oral e escrita e de cálculo.
Nas atividades desenvolvidas com os alunos, os professores trabalharão a compreensão e interpretação de textos, produção de escritas, leituras e momentos de discussões com registros escritos e desenvolvimento de habilidades e estratégias mentais relacionadas ao cálculo no processo pedagógico (foco na adição/multiplicação e subtração/divisão). O estudante será submetido a uma avaliação diagnóstica a fim de estabelecer suas necessidades de aprendizagem.
O trabalho pedagógico do PENOA terá por base a Proposta Curricular de Santa Catariana e o currículo descrito no documento “Orientação Curricular com foco no que ensinar: Conceitos e Conteúdos para a Educação Básica-2011.
8.2.1- Perfil e Atribuição dos Profissionais envolvidos

          1. Diretor da Escola, Assistente Técnico Pedagógico e Especialista: Coordenar o projeto pedagógico deste programa na escola.
Compete a este coordenador garantir o planejamento integrado, assegurando que os professores do “turno” e do “contraturno” desenvolvam conjuntamente as atividades pedagógicas, que serão a base do projeto desenvolvido com o estudante, articulando todas as disciplinas inerentes ao Ensino Médio (matriz regular) com a matriz deste Programa. O coordenador pedagógico deve organizar estudos sobre avaliação do processo ensino-aprendizagem auxiliando os professores em suas necessidades para o êxito do projeto.

          1. Professor de Língua Portuguesa (LP): Compete a este professor desenvolver trabalho pedagógico de apoio à aprendizagem da leitura e da produção textual, elegendo como unidade de ensino destas habilidades, os textos que circularem no turnoregular, nas disciplinas Língua Portuguesa, Arte, História e Geografia; participar do Conselho de Classe no turno regular e das horas de planejamento das atividades, bem como produzir relatório sobre o trabalho pedagógico realizado no contraturno e sobre o desenvolvimento do aprendiz.
O foco nos processos de leitura incidirá:
  • face sistêmica – decodificação;
  • face socialcompreensão (objetividade do significado), interpretação (subjetividade do sentido e das representações mentais sobre o mundo);
O foco nos processos de textualização incidirá:
  • fase de pré-textualização: leituras e momentos de discussão com registros escritos;
  • fase da textualização: produção escrita considerando os elementos da superfície textual (coesão) e da estrutura profunda (coerência), além dos elementos notacionais do sistema de escrita;
  • fase da revisão textual: reescrita orientada do texto;
  • fase da publicação: dar a produção escrita a público


          1. Professor de Matemática (Mat): Compete a este professor desenvolver trabalho pedagógico de apoio à aprendizagem aos conteúdos das disciplinas do turno regular que serão abordados nocontraturno, elegendo-se o texto das diferentes áreas do conhecimento como a unidade de ensino. Estes textos serão objetos de análise para desenvolvimento de dinâmicas didático pedagógicas, de leitura e de escrita, que enfatizem as habilidades e estratégias mentais relacionadas ao cálculo no processo pedagógico (foco na adição/multiplicação e na subtração/divisão).
8.2.2- Matriz Curricular

05 aulas de Língua Portuguesa/apoio + 03 aulas para planejamento coletivo + 02 aulas para reunião de trabalho com os professores do turno;
05 aulas de Matemática/apoio + 03 aulas para planejamento coletivo + 02 aulas para reunião de trabalho com os professores do turno;








9. DIMENSÃO ADMINISTRATIVA
REGIME DE FUNCIONAMENTO

9.1. Níveis de Ensino

A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos, oferece os seguintes níveis de ensino, com finalidades específicas visando preparar o educando para os níveis posteriores.

9.2. ENSINO FUNDAMENTAL DOS NOVE ANOS – anos finais

O ensino fundamental na Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos terá duração mínima de nove anos conforme matriz curricular implantada, de forma gradativa, a partir de 2007, de acordo com a lei nº 11.274 de 6 de fevereiro de 2006, obrigatório e gratuito. Este ano nossa escola contempla 6º, 7º, 8º e 9º ano do Ensino Fundamental de 9 anos. Com quatro horas diárias de aula, de segunda a quinta, cada aula com duração de 45 minutos, intervalo de 15 minutos para recreio monitorado; na sexta as aulas possuem 38 minutos devido ao ajuste que deve ser feito em função das aulas de Ensino Religioso. O Ensino Fundamental é oferecido nos períodos matutino, das 7:30h às 11:30h e vespertino, das 13:15h às 17:15h, porém, o Ensino Médio é oferecido nos três turnos.
O ensino fundamental na Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos terá como objetivo central levar o educando ao desenvolvimento da capacidade de aprender e de socializar o que aprendeu, e deverá ser a característica predominante em todas as disciplinas, porém tendo como meios básicos o domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
Nesse processo, o educando vai tendo a oportunidade de experimentar, analisar, interferir e levantar hipóteses, e assim, desenvolvendo-se e adquirindo conhecimento de forma significativa.




9.3. ENSINO MÉDIO

Os atuais marcos legais para oferta do ensino médio, consubstanciados na Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9.394/96), representam um divisor na construção da identidade da terceira etapa da educação básica brasileira.
Dois aspectos merecem destaque.
O primeiro diz respeito às finalidades atribuídas ao ensino médio: o aprimoramento do educando como ser humano, capaz de administrar seus conflitos coerentemente com sua formação ética, desenvolvimento de sua autonomia intelectual e de seu pensamento lógico racional, sua evolução multitecnológica, e a aquisição de competências para o incorporação do aprendizado. (Art. 35)
O segundo propõe a organização curricular com os seguintes componentes:
  • Base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, bem como, trabalhar temas transversais conforme a necessidade e a realidade da turma. (Art. 26)
  • Dinamização do currículo, com interação e contextualização das disciplinas.
  • Respeitar a Proposta pedagógica elaborada e executada pelos estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as de seu sistema de ensino;
  • Participação dos docentes na elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino.
O currículo é a expressão dinâmica do conceito que a escola e o sistema de ensino têm sobre o desenvolvimento dos seus alunos e que se propõe a realizar com e para eles. O currículo traz na sua construção o tratamento das dimensões histórico-social e epistemológica. A primeira afirma o valor histórico e social do conhecimento; a segunda impõe a necessidade de reconstruir os procedimentos envolvidos na produção dos conhecimentos.
Além disso, a política curricular deve ser entendida como expressão de uma política cultural, na medida em que seleciona conteúdos e práticas de uma dada cultura para serem trabalhados no interior da instituição escolar. Cabe à equipe docente analisar e selecionar os pontos que merecem aprofundamento.
A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos atende a demanda deste nível de ensino em três períodos: matutino com 1ª, 2ª e 3ª série do EM, vespertino com 2ª série do EM e noturno com a 2ª e 3ª série do EM.
O diferencial do Ensino Noturno encontra-se, especialmente, no perfil dos alunos. A condição de trabalhadores deve ser considerada relevante, porém a responsabilidade para com a aprendizagem e construção do conhecimento é a mesma.
A duração das aulas para o ensino noturno é de 40 minutos, iniciam-se às 19:00h, com intervalo de 10 minutos às 21:00h e finalizam-se às 22:30h. Para os alunos que possuem trabalhos incompatíveis com o horário de aula ou têm problemas com o horário de transporte, devem apresentar declaração do mesmo para concessão de tolerância de 10 minutos para sua chegada; bem como sua saída antecipada.
A reposição dos dias letivos serão organizados através de projetos de pesquisa e atividades extras e interdisciplinares que serão planejadas, registradas e avaliadas nos diários de classe.
A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos fomenta a participação dos alunos nos cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado pelo Governo Federal por meio da Lei 12.513, de 26 de outubro de 2011. O Pronatec é normatizado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) em comum acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ambos órgãos ligados ao Ministério da Educação.

9.4. MATRÍCULA

O plano de matrícula será elaborado anualmente pela Secretaria de Estado da Educação e Inovação. A Direção da Unidade Escolar cabe divulgar o período e os critérios para a efetivação da matrícula. A partir da efetivação da matrícula, o aluno, os pais ou responsável tomarão conhecimento do Plano Político Pedagógico da Unidade Escolar e Legislação Pertinente.
Para a matrícula inicial, na Unidade Escolar, o candidato deverá apresentar os seguintes documentos: Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade, Histórico Escolar, carteira de vacinação e CPF, se tiver.
A Unidade Escolar não se responsabiliza pela reserva de vagas aos alunos oriundos de outros estabelecimentos de ensino, tampouco pelos alunos da Unidade Escolar que não apresentarem a renovação de sua matrícula no prazo determinado.
Para matrícula de alunos transferidos de outros estabelecimentos de ensino, a Unidade Escolar deverá exigir os seguintes documentos: Atestado de Freqüência e Histórico Escolar ou documento equivalente devidamente rubricado pelos responsáveis.
Fica estabelecido o prazo regimental de trinta dias para apresentação dos documentos exigidos no ato da matrícula ou transferência.
Será nula sem qualquer responsabilidade para o estabelecimento de Ensino a matrícula ou transferência que se fizer com documento falso ou adulterado, sendo passível, o responsável, a penalidades em lei.
O aluno poderá ter sua matrícula cancelada, nos seguintes casos:
1) em qualquer época do ano escolar, por iniciativa do Estabelecimento de Ensino, pelo responsável pelo aluno ou pelo próprio aluno quando considerado maior de idade pela legislação.
2) cometer infração grave prevista no P.P.P. ou legislação específica e devidamente comprovada.
3) no ato da expedição de documentos de transferência.
9.5. TRANSFERÊNCIA

A Unidade Escolar aceitará a transferência, observadas as exigências e formalidades legais.
A transferência far-se-á pelo Núcleo Comum, fixado em âmbito nacional, observado os princípios e normas vigentes.
A transferência oriunda de país estrangeiro dar-se-á em conformidade com a legislação em vigor LDB 9394/96, artigo 23.
A transferência para esta Unidade Escolar será aceita para qualquer curso em funcionamento, mediante a apresentação do histórico escolar, certidão de nascimento ou identidade civil e após análise da conveniência em razão da época e das adaptações necessárias.
Quando o aluno se transferir para esta Unidade Escolar no decorrer do período letivo, adotar-se-á a freqüência e as notas obtidas na escola de origem para a apuração dos itens assiduidade e rendimento escolar em cada disciplina.
Fica a critério da Direção a aceitação de pedidos de transferência de turno e/ou turma, depois de ouvido o Conselho de Classe, e ou/ a justificativa apresentada pelos pais.
Esta Unidade Escolar só aceitará transferência no último bimestre letivo em casos de excepcional relevância.
Os dependentes de Servidor Público transferido “ex-ofício” ou requisitados, terão matrícula garantida em qualquer época do ano em razão da legislação existente.
A divergência de currículo em relação às disciplinas, da Parte Diversificada, acrescentada pela Unidade Escolar, não constituirá impedimento para a aceitação da transferência.
As avaliações neste quesito serão feitas a partir do ingresso do educando na Escola.
Os pedidos de transferências, feitos por alunos de escolas locais, deverão ser aceitos após verificação junto à escola de origem do motivo real da transferência.

9.6. EQUIVALÊNCIA DE ESTUDOS

Neste aspecto a Unidade Escolar, quando se deparar com transferências de alunos do Ensino Fundamental e Médio de outros países, deverá observar o que trata o Decreto Legislativo Federal nº 11 de 03 de julho de 1995, o Tratado de Assunção de 26 de março de 1991, Tratados do Mercosul, Resolução 34/99 de 22 de junho de 1999, Parecer 009/2000, que Delega ao Diretor da Unidade Escolar para homologar a matrícula de aluno transferido de países estrangeiros para o Brasil.
O aluno que solicitar matrícula, e/ou, transferência para nossa Unidade Escolar, dentro do processo de equivalência de estudos, deverá apresentar no ato os seguintes documentos: requerimento, diploma ou certificado, histórico escolar com todas as disciplinas cursadas, respectivas cargas horárias, rendimento escolar e resultado final da avaliação e síntese do sistema de avaliação do rendimento escolar.
Sempre que os documentos forem insuficientes para o estudo do reconhecimento da equivalência a Unidade Escolar poderá exigir a apresentação de novos elementos ou aplicar um teste que possibilite identificar o nível de escolaridade do aluno solicitante.
As dúvidas que não sejam possíveis de dirimir junto a Unidade Escolar, serão encaminhadas via processo oficial, para ser submetido, avaliado, apreciado, e dado parecer conclusivo pela Secretaria de Estado da Educação e Inovação.

9.7. CLASSIFICAÇÃO

Classificação significa posicionar o aluno em série ou fase compatível com sua idade, conhecimento e experiência.
A nossa Unidade Escolar acordou que, quando necessário à aplicação da classificação, poderá ser usada nos seguintes casos:
a) por promoção - para alunos que cursaram com aproveitamento, na própria escola;
b) por transferência - para alunos procedentes de outras escolas;
c) por avaliação - independentemente de comprovação de escolarização anterior, mesmo que não tenha certificação formal, mediante classificação, feita pela escola, que avalia o conhecimento e a experiência do aluno permitindo sua matrícula na série.

9.8. RECLASSIFICAÇÃO

Por delegação da Lei 9394/96 e Lei Complementar 170/98, ficam sob a responsabilidade da Unidade Escolar avaliar e efetuar a reclassificação de alunos quando necessário, lembrando, porém que esta atribuição legal não deve servir como meio de resolver decisões que deviam ter sido tomadas em outros momentos da avaliação durante o ano letivo.
A reclassificação em nossa Unidade Escolar tem como significado reposicionar o aluno na série, diferente daquela indicada em seu histórico escolar.
A reclassificação será, ou poderá ser feita nas seguintes situações:
a) avanço de séries ou ano com comprovado desempenho;
b) aceleração de estudos para alunos com atraso escolar. É a forma de propiciar condições para a recuperação dos alunos em situação de defasagem na aprendizagem em relação à idade/série, possibilitando-lhes avanço no seu processo de apropriação do conhecimento.
c) transferência entre estabelecimentos situados no país e no exterior, posicionando o aluno na série adequada, tendo como base as normas curriculares gerais. O aluno transferido do exterior, sempre que chegar em nossa Unidade Escolar com documentação insuficiente para determinar o grau de escolaridade de acordo com os Tratados Internacionais que regem a questão ou em decorrência de calamidades: guerras, exílio político ou outras situações e emergências.
Como a L.D.B. em seu artigo 23, atribui a Escola a responsabilidade pela operacionalização da reclassificação, aceleração e avanços nos anos e séries dos alunos, deve-se atentar para que a decisão de reclassificação seja considerada em nossa Unidade Escolar uma questão de caráter essencialmente pedagógico. Quando ocorrer estas questões, deverá ser constituída banca formada por representantes dos órgãos de decisão coletiva legalmente existentes na escola, que submeterá o aluno a avaliações de conhecimentos e experiência, para assim definir e comprovar a matrícula na série correspondente.
A lei, ao tratar de reclassificação, valoriza o conhecimento e experiência do aluno e não faz referência à freqüência mínima exigida. Portanto se o aluno não puder cumprir este mínimo exigido nada impede que ele continue seus estudos no período letivo seguinte. Ressaltamos que nada impede a escola incentivar o aluno à freqüência, até porque consideramos a freqüência as aulas um dos fatores importantes de aprendizagem. A nossa Unidade Escolar, sempre que ocorrer estas questões deverá providenciar os registros das providências em ata, e os documentos, provas e trabalhos deverão ser arquivados junto à pasta individual do aluno.

9.9. ORGANIZAÇÃO DOS TEMPOS ESCOLARES

A partir do que se estabelece na Legislação em Vigor (Lei 9394/96, Lei Complementar 170/98), o ano letivo em nossa Unidade Escolar será de 200 dias de efetivo trabalho escolar, com uma carga anual mínima de 800 horas. A nossa jornada escolar diária será de 4 horas de efetivo trabalho escolar.
Fica estabelecido que quando da elaboração de nosso calendário escolar, as adequações que se fizerem necessárias, levando em consideração, fatores climáticos e econômicos de nossa comunidade e o próprio transporte escolar, não poderão reduzir a carga horária mínima e nem os dias letivos determinados na legislação. Recordamos o Parecer 271/199/CEE/SC... deve ser considerado por dia de efetivo trabalho escolar aquele de atividades pedagógicas, isto é, de trabalho efetivo em sala de aula ou ambientes equivalentes e que envolva a participação de alunos e professores.

9.10. FREQUÊNCIA

Conforme a Lei 9394/96 a aprovação do aluno está condicionada ao mínimo de 75% de freqüência anual ás aulas, em relação ao cômputo total da carga horária em vigor, ou seja, de 100% da carga anual. Na nossa Unidade Escolar o aluno que tiver resultados avaliativos satisfatórios no final do ano letivo, deverá também ter cumprido um mínimo de 75% de freqüência anual em relação aos 200 dias e não em relação a carga horária específica de cada disciplina.
O registro da freqüência e de responsabilidade do professor devendo ser efetuado no Diário de Classe.
O professor durante o ano letivo, ao notar infrequência do aluno, deve providenciar encaminhamentos para a Direção da Escola, para que a mesma possa buscar meios que favoreçam a aprendizagem e a permanência do aluno:
a) revisão de causas de caráter pedagógico que afastam o aluno da sala de aula;
b) contato com a família para diagnóstico da causa da infrequência e busca de alternativas;
c) comunicação às autoridades competentes;
Aluna gestante tem direitos e deveres a cumprir como aproveitamento e freqüência. Segundo a legislação em vigor o limite de ausência às aulas garantido na legislação é de 25%, o que corresponde, no máximo a 50 dias letivos. A aluna gestante assegura o direito do afastamento das atividades escolares mediante apresentação do atestado médico, a escola deve garantir a aluna gestante realizar exercícios domiciliares. Cabe a aluna gestante dirigir-se com certa regularidade a Unidade Escolar para receber orientações sobre os exercícios domiciliares. Nos casos em que ocorre de a aluna gestante, em situação especial, ultrapassar o percentual mínimo de freqüência, verificar o encaminhamento dado no item “Reclassificação”.
Aos alunos, com problema de saúde (portadores de afecções), poderá ser usado a compensação de ausência às aulas mediante exercícios domiciliares.

9.11. EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTOS ESCOLARES

Pela Lei 9394/96 em seu artigo 24, inciso VII, foi concedido à escola o principio da autonomia, em certificar os seus atos e expedir os documentos escolares, reforçados pelo parecer 05/97 do Conselho Nacional de Educação. Diante disto nossa Unidade Escolar parte do princípio que, para a expedição de qualquer documento necessário se faz pesquisar dados em documentos anteriores. Em razão disto a Unidade Escolar deve organizar-se para manter todos os seus documentos ordenados de forma que facilite o acesso e a boa conservação dos mesmos.
A nossa Unidade Escolar tem como responsabilidade de escriturar e manter todos os documentos para que a qualquer tempo, alunos ou ex-alunos possam recorrer em busca de documentos comprobatórios de sua vida escolar. A escola conta também com o auxilio tecnológico do sistema Série de registros da vida escolar de sua clientela. Ao emitir os documentos escolares, os mesmos deverão ser revisados, registrados e observados as determinações legais, inclusive alguns deles devem ser autenticados com carimbos próprios.

9.12. SISTEMA PROFESSOR E ESTUDANTE ON-LINE

A Secretaria de Estado da Educação lançou, neste ano, uma nova forma de registro e um novo canal de informação entre escola, pais e estudantes do Ensino Fundamental, séries finais e Ensino Médio.
Trata-se de uma nova ferramenta de registro e acesso, via internet, aos dados escolares dos estudantes da Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina.
Os estudantes terão acesso às suas informações escolares através do endereço eletrônico estudanteonline.sed.sc.gov.br. Seu login será realizado com o número de matrícula e data de nascimento. Todos os alunos receberão orientações no início do ano letivo incluindo material impresso (cartazes e flyers).
Na plataforma do estudante on-line estarão disponíveis: dados sobre a unidade escolar na qual estuda, a turma que freqüenta bem como os professores e disciplinas, agenda da turma, notas e boletim escolar, os atestados de freqüência e de matrícula, a consulta ao Histórico Escolar, a visualização do Calendário Anual, além de informações relativas ao contexto estudantil.
Os professores terão uma forma de registro, via internet, um diário on-line no qual deverão alimentar com seu planejamento, conteúdos e atividades trabalhadas, agendamento de trabalhos, tarefas e avaliações (prova e recuperação paralela), notas e faltas de cada aluno.
O professor deverá manter atualizadas as informações dos estudantes através da plataforma professoronline.sed.sc.gov.br.



10. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
O ato de avaliar é muito importante para analisar com profundidade os progressos conquistados e as falhas que deverão ser melhoradas, portanto, todos os segmentos da comunidade escolar devem ter consciência de que estão sendo avaliados a todo momento, através das reuniões de PAIS, REUNIÃO DA APP, REUNIÕES PEDAGÓGICAS, CONSELHOS DE CLASSE, CONSELHO DELIBERATIVO, para buscar respostas, traçar metas e objetivos a serem perseguidos a fim de termos uma Escola de Melhor Qualidade. As considerações relativas a avaliação institucional serão registradas em livro ata ou outro instrumento definido durante o processo avaliativo, sendo necessário nestas oportunidades registrar com clareza as decisões acordadas para superar os pontos críticos.

Recursos Materiais e Tecnológicos

A Escola, através de seus segmentos constituídos priorizará a aquisição de materiais que favoreçam a melhoria da aprendizagem e possibilitem ao corpo docente e discente acompanhar o avanço tecnológico.

Controle de Qualidade

O corpo técnico-administrativo, especialmente a orientação pedagógica, procederá a avaliação sistemática da qualidade do processo ensino-aprendizagem, relatando dados nos Conselhos de Classe e Reuniões Pedagógicas. O controle de qualidade geral da Escola fica a cargo dos organismos constituídos e de apoio a Unidade Escolar.






11. FUNÇÃO DOS ÓRGÃOS DELIBERATIVOS

Conselho de Classe

O conselho de classe é uma das poucas oportunidades em que é possível reunir os docentes das diversas disciplinas de um mesmo ano com o objetivo de analisar os processos de ensino e de aprendizagem sob múltiplas perspectivas. Quando as discussões são bem conduzidas, elas favorecem aspectos como a análise do currículo, da metodologia adotada e do sistema de avaliação da instituição. Dessa forma, possibilitam aos professores uma interessante experiência formativa, permitindo a reavaliação da prática didática.
O conselho de classe se reunirá bimestralmente e sempre que necessário, a partir de fatos relevantes, e dele participarão todos os segmentos escolares que em razão do assunto a ser deliberado se faça necessário representar.
A função do conselho não é julgar o comportamento dos alunos, mas compreender a relação que eles desenvolvem com o conhecimento e como gerenciam a vida escolar para, quando necessário, propor as intervenções adequadas. 
Encaminhamentos para o 1º Conselho de Classe:
  • Cada professor deverá desenvolver, nas primeiras semanas de aula, atividades que busquem identificar o que os alunos já sabem em relação aos pré-requisitos da etapa em que se encontram;
  • Mediante esta avaliação diagnóstica mapear a sala de acordo com as características e dificuldades evidenciadas;
  • A partir deste perfil da turma focar seu planejamento e selecionar atividades que trabalhem especificamente as dificuldades buscando superá-las;
  • Aplicar novas avaliações (mínimo 3) de acordo com conteúdos e conceitos desenvolvidos e, se necessário, realizar recuperação paralela;
  • Reunir estes dados para socializar no 1º Conselho de Classe onde:
  1. Serão apresentados os perfis das turmas;
  1. Relatadas as estratégias de ensino-aprendizagem;
  1. Resultados alcançados relacionando os alunos que não superaram as dificuldades;
  1. Ouvir dos alunos presentes as atividades e metodologias onde encontram maior dificuldade e sugestões;
  1. Discutir novos procedimentos e encaminhamentos pedagógico-administrativos.


Os Conselhos de 2º e 3º bimestres têm por finalidade estudar, interpretar, acompanhar, avaliar os dados, diagnosticar os resultados, encaminhamento da organização dos conteúdos e da metodologia da prática pedagógica na relação com o trabalho do professor e os resultados obtidos junto ao aluno.
Ao final do 4º bimestre o Conselho tem por objetivo decidir sobre aprovações ou nova oportunidade através de exames finais. O Conselho final delibera sobre a aprovação ou retenção.

Conselho Deliberativo Escolar

É a instituição que cotidianamente coordena a gestão escolar. É o órgão responsável pelo estudo e planejamento, debate e deliberação, acompanhamento, controle e avaliação das principais ações do dia-a-dia da escola tanto no campo pedagógico, como administrativo e financeiro.
É composto de representantes de pais, professores, alunos, funcionários, direção, equipe pedagógica e comunidade organizada, que reúne-se para sugerir medidas e soluções ou para tomar decisões. Será regido pelo seu regimento interno de funcionamento e de acordo com os direitos legais a que foi criado.

Associação de Pais e Professores (APP)

A Associação de Pais e Professores é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, de duração indeterminada, com atuação junto a esta Unidade Escolar e será regida por Estatuto Próprio, com a finalidade de integrar escola e comunidade no cotidiano escolar, colaborando nas questões de ordem pedagógica, administrativa e financeira no sentido de colaborar no sucesso da qualidade da educação oferecida a classe estudantil matriculada nesta Unidade de Ensino.
*RESSALTAMOS aqui, que por decisão de toda a Comunidade Escolar e dentro do quesito de autonomia da escola, ficou decidido que de ora em diante a escola se fará representar unicamente pela Associação de Pais e Professores (APP), como órgão de representação não governamental, já que se os componentes de sua estrutura são compostos de: mães, pais e professores, não tendo necessidade de se repetir atribuições e ações ou aumentar a carga burocrática, além de acabar saturando a comunidade com tantas promoções e eventos para a mesma finalidade.
GRÊMIO ESTUDANTIL

A Lei Federal nº 7398 de 4/11/85, assegura a organização de Grêmios Estudantis, como entidades autônomas representativas dos interesses dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio em qualquer Escola do País.
O Grêmio é o órgão máximo de representação dos estudantes da escola. Atuando nele, o aluno defende seus direitos e interesses e aprende ética e cidadania na prática.
O Grêmio Estudantil é uma organização sem fins lucrativos que representa o interesse dos estudantes e que tem fins cívicos, culturais, educacionais, desportivos e sociais; será regida por Estatuto Próprio.
Terá como objetivos:
  • Congregar e representar os estudantes da escola;
  • Defender seus direitos e interesse;
  • Cooperar para melhorar a escola e a qualidade do ensino;
  • Incentivar e promover atividades educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais.
  • Realizar intercâmbio e colaboração de caráter cultural e educacional com outras instituições de caráter educacional.
Aos Estudantes cabe a tarefa de adequar, dinamizar e sistematizar as atividades, em consonância com os objetivos fundamentais da Escola.




12. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA
RELAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS
Os profissionais de educação que compõem o corpo docente de nossa escola, até a presente data, serão relacionados abaixo juntamente com a disciplina que atua neste ano letivo, carga horária e tipo de vínculo.



PROFISSIONAL

DISCIPLINA DE ATUAÇÃO

CH

VÍNCULO





Adriana Surdi Martinelli

Professora de Biologia

10H

Efetivo /afastada





Adriane Salte Baretta Becher

Professora de Educação Física

40H

Efetivo/CNA





Amarildo Jose Boff

Professor de Educação Física

40H

Efetivo





Carlos Roberto Barth

Professor de Matemática e Física

40H

Efetivo





Delci Macagnan da Costa

Professora de Ensino Fundamental 5º ano

20H

Efetivo





Edinara Madruga e Souza

Professora de Geografia, Sociologia e Filosofia

20H

ACT





Elaine da Silva Bortoli

Professora de Biologia

10H

Efetivo





Elenita Baretta

Professora de Ensino Fundamental (2ª professora)

20H

Efetivo





Jonathan Savi

Professor de História

10H

Efetivo





Juçara Surdi Bertola

Professora de Arte

40H+10H

Efetivo





Karine Burgel

Professora de Química

30H

ACT





Kerli de Giacometti

Professora de Geografia

30H

ACT





Luciana Milan Stringhi

Professora de Português e Inglês

10H

Efetivo





Márcia Maria Coronetti

Professora de Português e Inglês

40H

Efetivo





Naira Delazari

Professora Orientadora da Sala Informatizada

40H

ACT





Nicole Probst

Professora de Educação Física

40H

Efetivo/CNA





Nilza Thomaz de Vargas Bergamo

Professora do PENOA/inglês e sociologia

20H

ACT





Patrícia Bof

Professora de Português e Inglês

40H

Efetivo





Tailane Garcia de Matos

Professora de Física

10H

ACT





Teresinha Fedrizzi Faccin

Professora de Ciências

40H

Efetivo





Vanda Marli Reck

Professora de História

40H

Efetivo





Vildes Reck

Professora de Geografia

40H

Efetivo/CNA





Vilmar Chiocca

Professor de Matemática

20H

Efetivo

OBSERVAÇÃO: Pela constante rotatividade dos profissionais de educação em razão de tratamento de saúde, licenças prêmios, outros afastamentos legais e demais razões administrativas, este quadro estará sujeito a alterações.
O quadro administrativo é composto dos seguintes profissionais:

SERVIDOR
FUNÇÃO
VÍNCULO
CH

Lúcia de Giacometti
Diretora Geral
Efetivo
40h

Mafalda Franke
Assessora de Direção
Efetivo
40h

Daniela Anatalia Andrioni
Assistente Técnico Pedagógico
Efetivo
40h

Dirley Branco Leão
Assistente Técnico Pedagógico
Efetivo
40h

Clarice Vettori
Assistente de Educação
Efetivo
40h
Aqui ressaltamos que a Escola tem a sua disposição 3 (três) Agentes de Serviços Gerais que são funcionárias da A.P.P. (Associação de Pais e Professores) contratadas via convênio A.P.P. X Secretaria de Estado da Educação e colocadas a disposição da escola para atender suas necessidades de manutenção, limpeza, sendo que pela cláusula contratual nenhuma tem função de merendeira, ficando todas a disposição da Escola e que poderão ser solicitadas para esta tarefa toda vez que a escola tiver necessidade. Que a carga horária semanal é de 44 horas e são regidas pela C.L.T. Relacionamos abaixo as Agentes de Serviços Gerais e sua escolarização.
  1. Sandra Lúcia Andrioni – Ensino Médio
  1. Ana Paula Schumann – Ensino Médio
  1. Kelly Cristina Lasta – Ensino Fundamental
A merenda escolar é responsabilidade da Empresa Nutriplus, contratada após a terceirização implantada no ano de 2010.

Perfil da equipe Administrativa-Pedagógica, do Agente de Serviços Gerais, do Professor, do Aluno e demais funcionários:

  1. DIRETOR

O diretor da Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos deve ser alguém que pense o todo escolar, um mediador em todas as atividades do processo educativo, trabalhando em equipe e sintonizado com a comunidade escolar, visando uma linha conjunta de ação.

  1. ASSESSOR DE DIREÇÃO

O assessor de direção terá como responsabilidade atender a todos os interesses da Unidade Escolar e substituir o Diretor quando de seus afastamentos legais.

c) ASSISTENTE DE EDUCAÇÃO
O assistente de educação deve ser atualizado, competente no controle e organização da documentação escolar, procurando estar inserida no contexto educacional, tendo responsabilidade de desenvolver suas atividades de acordo com o que determina a Lei 288 de 10/03/2005 e seu Anexo único.

  1. ASSISTENTE TÉCNICO PEDAGÓGICO

O assistente técnico pedagógico desenvolverá suas atividades na escola de acordo com o que estabelece a Lei 288 de 10 de março de 2005 e anexo único.

  1. AGENTES DE SERVIÇOS GERAIS

O agente de serviços gerais deve manter o ambiente limpo, organizado e agradável, favorecendo um convívio harmonioso. Ser responsável e pontual, informando sempre a direção sobre os imprevistos que ocasionem faltas. Deverá ajudar na preservação do patrimônio público.

  1. MONITOR (A) DA SALA INFORMATIZADA (PO: Professor Orientador)

Deverá ser alguém habilitado na área técnica e com conhecimentos didáticos. De grande responsabilidade e comprometimento com qualquer atividade que envolva sua especialidade. Dotado de ética profissional, dinâmico e criativo, que não tenha dificuldades de comunicação e relacionamento interpessoal.



  1. PROFESSOR

O professor precisa engajar-se no projeto político pedagógico da Escola como profissional da educação, estando em constante aperfeiçoamento e sendo o mediador entre o aluno e o conhecimento, com o assumir de posições individual e coletiva.
O Professor tem a obrigação de informar ao seu substituto o plano de conteúdos e a linha pedagógica da escola.
A responsabilidade pela sala durante a aula é do professor.
Os professores deverão alimentar, constantemente, o diário de classe on-line através da plataforma do professor on-line.

  1. ALUNO

O aluno deve estar predisposto a aprender, assumindo com responsabilidade o seu papel de leitor, pesquisador e transformador para, assim, desenvolver autonomia no aprender e apreender. E, desta forma, investir em si mesmo.

DIREITOS DO ALUNO

  • Igualdade de condições para o acesso e permanência na Escola;
  • Tomar conhecimento do P.P.P. e das normas regimentais da escola;
  • Receber informações sobre os diversos serviços oferecidos pela Escola;
  • Fazer uso dos serviços e dependências escolares de acordo com as normas estabelecidas;
  • Solicitar auxílio dos professores quando encontrar dificuldades no seu trabalho escolar;
  • Tomar conhecimento dos critérios avaliativos do seu rendimento escolar, de sua freqüência, através do Boletim impresso, estudante on-line ou de informações junto ao corpo técnico administrativo da escola;
  • Contestar critérios avaliativos podendo recorrer às instâncias escolares superiores;
  • Solicitar revisão de provas, até 48 (quarenta e oito) horas a partir da divulgação oficial das notas;
  • Reivindicar o cumprimento da carga horária prevista na grade curricular;
  • Discutir com a direção os problemas, as dificuldades pessoais e os relacionados ao ensino-aprendizagem propondo soluções;
  • Indicar, quando solicitado pelo corpo docente, representante do corpo discente para compor o Conselho de Classe e ou Conselho Deliberativo Escolar.

DEVERES DO ALUNO

  • Cumprir as disposições regulamentares da escola;
  • Atender as determinações dos diversos setores da escola;
  • Comparecer e participar pontualmente às aulas e demais programas e atividades desenvolvidas pela Escola;
  • Cooperar na manutenção da higiene e na conservação das instalações e mobiliário da Escola;
  • Manter e promover relações cooperativas com professores, colegas e toda comunidade escolar;
  • Indenizar o prejuízo, quando produzir dano material à escola e a objetos de colegas ou funcionários desta;
  • Zelar pelo Transporte Público Municipal;
  • Justificar a direção e ao professor mediante atestado médico, a ausência a provas e entrega de trabalhos fora da data estabelecida, devendo o mesmo dirigir-se ao professor no momento do retorno à escola;
  • Usar uniforme escolar em conformidade com o estabelecido em Assembléia de Pais e Professores e de acordo com o previsto na legislação vigente;
  • Respeitar direção, professores, colegas, e demais funcionários da escola;
  • Deverá trazer os materiais necessários às disciplinas do dia.


É vedado ao aluno:

  • Entrar na sala de aula ou dela sair, durante a aula, sem a permissão do professor;
  • Ausentar-se da Escola, em horário escolar, sem expressa autorização da Direção ou da Coordenação;
  • Ocupar-se, durante as aulas, com trabalhos estranhos às mesmas e que possibilitem a sua distração e a dos colegas;
  • Trazer para a Escola material de qualquer natureza, não soclicitado às atividades escolares;
  • Tomar bebidas alcoólicas ou fumar nas dependências da Escola;
  • Promover jogos, vendas, excursões, coletas, listas de pedidos ou campanhas de qualquer natureza, sem a prévia autorização da Direção;
  • Fazer-se acompanhar, sem prévia autorização de elementos estranhos à Escola;
  • Portar armas brancas ou de fogo, bem como instrumentos que possam ser utilizados para fins agressivos;
  • Trazer ou praticar jogos de azar dentro do estabelecimento ou em suas imediações sem finalidade pedagógicas;
  • Agredir fisicamente colegas, professores e demais funcionários da Escola;
  • Usar de qualquer meio fraudulento nos trabalhos, provas e documentos escolares;
  • Promover algazarras e distúrbios nos corredores, pátios e imediações do colégio, durante o período de aulas;
  • Alterar, rasurar, suprimir ou acrescentar anotações lançadas nos documentos escolares;
  • Ficar fora das salas de aula durante o período das aulas;
  • Fazer uso de telefone celular em sala de aula sem objetivos pedagógicos.

12.1 - NEPRE

É uma estrutura criada pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina para fomentar ações e consolidar políticas públicas de Educação, prevenção, atenção e atendimento às violências junto às Escolas.
A Escola como espaço onde ocorrem situações de incivilidade, bullying, injustiças, indisciplina, desrespeito, intimidação, agressividade, preconceito, vandalismo, etc, torna-se necessário estudar e compreender esses fenômenos nos processos reais, contextualizados, historicamente datados e geograficamente localizados, permitindo intervenções pedagógicas que resultam de soluções compartilhadas para situações que devem ser cuidadas por todos.
Até o momento nossa Escola articulou com entidades e lideranças do entorno da escola a constituição da rede de atendimento e, portanto temos como integrantes do NEPRE: Polícia Militar, Assistência Social, Psicóloga, Pedagoga, Agente de Saúde, CRAS, Conselho Tutelar, pais, alunos e funcionários da escola.
As ações de política do NEPRE são:
  • Educação: direito de todo cidadão. Constitui trabalho primordial da escola. O currículo deve privilegiar saberes que permitam ao aluno trabalhar sobre as violências em qualquer disciplina, com espaços esteticamente organizados e sem periculosidade.
  • Prevenção: a prevenção, focada nas violências na escola, significa evitar ou impossibilitar a ocorrência deste fenômeno. Todas as pessoas são responsáveis (ECA).
  • Atenção: procedimentos de encaminhamento e na requisição a órgãos provedores de serviços públicos para atendimento. Metodologias de olhar, de escuta, de acolhimento e de diálogo.
  • Atendimento: ação de solucionar situações e fatos já ocorridos, quando a educação, a prevenção e a atenção não foram efetivas. Implementar parcerias com diversos setores da sociedade, afim de implementar uma rede de atendimento.

A indisciplina e a violência causam problemas de aprendizagem, segundo dados da UNESCO datados do ano de 2002, publicado na revista Veja, “50% dos alunos brasileiros tem o aprendizado prejudicado pela violência dentro da Escola.” E isso é facilmente vivenciado no nosso contexto escolar através dos relatos dos diretores, professores, Conselhos Tutelares e também nas visitas pedagógicas realizadas pela Supervisão de Ensino nas Unidades Escolares.
Neste contexto, a escola esgota seus procedimentos e métodos pedagógicos buscando amenizar essa problemática com poucos resultados eficazes. Observa-se que a indisciplina e a violência escolar na sala de aula é fruto de múltiplos fatores como, por exemplo, problemas familiares, excessiva proteção dos pais, carências sociais, desmotivação dos alunos, uso de drogas, falta de interesse, imaturidade, vadiagem, desatenção, agressividade, desafio à autoridade do professor...
Salienta-se, que não se está negando a criança e/ou adolescente o direito à Educação, porém, para mantê-los na Escola precisamos de acompanhamento, trabalho conjunto e apoio de cada instituição que atende e é corresponsável pelo desenvolvimento educacional e humano de cada aluno matriculado nas Unidades Escolares.
Desta forma, para garantir um processo pedagógico eficiente e eficaz a todos os alunos e profissionais da Educação faz-se necessário criar uma linha de ação comum validada por todas as Instituições que assegurem em casos semelhantes de indisciplina/infrações às mesmas medidas educativas.
A Escola, como primeira instância, tem por objetivo possibilitar o entendimento, conciliação das partes, contando com membros do NEPRE, que devem agir como árbitros imparciais, discrição e sem ligação com os envolvidos. Quando não resolvido o encaminhamento será realizado pelo setor parceiro determinado.
Formação de uma Comissão Regional para elaboração de diretrizes de combate a violência composta pela educação, saúde, assistência social, segurança pública, Conselhos Tutelares, APPs e Conselhos Deliberativos e Promotorias Públicas, escolhendo um membro de cada instituição.
Após o Fórum Regional para discussão, consolidação e validação do documento com as diretrizes que serão adotadas na Região para combate a violência A COMISSÃO REGIONAL ORGANIZADORA PAZ NA EDUCAÇÃO: REDE ARTICULADA EM AÇÃO publica uma revista para divulgação nas escolas.
A Apresentação do Projeto de Diretrizes de Combate a Violência foi realizada em Assembleia de Pais, no ano de 2014, com representantes dos segmentos envolvidos para validação e cientificação das ações que serão adotadas em combate a violência escolar, onde foram distribuídas as cartilhas às famílias. O mesmo foi apresentado aos alunos numa reunião específica.
Os pais serão cientificados do PPP da escola, participando da construção do mesmo com todos os segmentos envolvidos no processo ensino-aprendizagem, através de assembleias de pais e reuniões realizadas no decorrer do ano, inclusive nos encontros do NEPRE, APP e Conselho Escolar Deliberativo para demonstrar o conhecimento das regras da escola.
A escola deve sempre se resguardar, formalizando todas as ocorrências anormais existentes no dia-a-dia da escola, em que é necessário aplicar as medidas disciplinares previstas no PPP, para garantir o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.
Segue as diretrizes de Combate a Violência adotadas pela nossa Unidade Escolar.

      • Uso de entorpecente por aluno na Escola ou Imediações:
O porte de entorpecentes para uso é crime, previsto no art. 28 da Lei 11.343/06.
Procedimentos:
  1. Registro no Caderno de Ocorrências de turma e comunicação aos pais, através de comunicado escrito ou telefone;
  1. Solicitar a presença dos pais na escola, acionar o Conselho tutelar para menores de 12 anos e de 12 a 18 anos incompletos, acionar a PM ou Polícia Civil.
  1. Quando for nas imediações da escola tomar as mesmas providências, desde que o aluno esteja uniformizado ou que seja constatada matrícula na Unidade Escolar.
  1. Reincidindo a situação, serão tomadas as providências anteriores, com encaminhamento a secretaria de saúde para solicitação de vaga para tratamento.
  1. Novamente reincidindo a situação, solicitar a suspensão das atividades escolares por um período de 3 (três) dias com encaminhamento para o Conselho Tutelar e Ministério Público para que se aplique a lei.
  1. Voltando a acontecer, o aluno será transferido de turno quando houver a possibilidade e, caso necessário, transferência de Unidade Escolar.

  • Agressão verbal e/ou física aluno/aluno e aluno/professores e funcionários
A agressão verbal pode configurar o crime de calúnia, injúria ou difamação (Arts. 138 e ss. do Código Penal).
A agressão física pode configurar o crime de lesão corporal, previsto no artigo 129 do Código Penal ou contravenção penal de vias de fato.
Procedimentos:
  1. Quando ocorrer esse tipo de incidente o professor deverá registrar em seu Caderno e conversar com o aluno.
  1. Na reincidência registrar no Caderno de Ocorrências da Turma, conversa com direção, aluno e professor e comunicação aos pais através de comunicado escrito ou telefone.
  1. Voltando a ocorrer solicitar a presença dos pais na escola.
  1. Novamente reincidindo, acionar o Conselho tutelar para menores de 12 anos e de 12 a 18 anos incompletos, levado ao conhecimento da Polícia Civil, lavrando-se Boletim de Ocorrência.
  1. Reincidindo a situação, solicitar a suspensão das atividades escolares por um período de 3 (três) dias, voltando a acontecer, o aluno será transferido de turno quando houver a possibilidade e após transferência de unidade escolar com Encaminhamento para o Conselho Tutelar e Ministério Público para que se aplique a lei.


  • Porte de arma branca (soco inglês, faca, estilete...) e Porte de arma de fogo
O porte de arma branca configura a contravenção penal de porte de arma branca (art. 19 da Lei de Contravenções Penais). O porte de arma de fogo é crime, previsto no art. 14 da Lei 10.826/03.
Procedimentos:
  1. Registrar no Caderno de Ocorrências da Turma com devida comunicação aos pais através de comunicado escrito ou telefone. Solicitar a presença dos pais na escola, acionar o Conselho Tutelar para menores de 12 anos e de 12 a 18 anos incompletos, acionar a PM ou Polícia Civil, lavrando-se Boletim de Ocorrência. Aplicar a suspensão das atividades escolares por um período de 3 (três) dias.
  1. Reincidindo a situação, o aluno será transferido de turno quando houver a possibilidade e após transferência de unidade escolar. Encaminhamento para o Conselho Tutelar e Ministério Público para que se aplique a lei.

  • Furto de objetos (em flagrante)
Procedimentos:
  1. A escola não se responsabiliza por furto de objetos de alunos/alunos.
  1. Registrar Caderno de Ocorrências da Turma com assinatura das testemunhas, comunicação aos pais através de comunicado escrito ou telefone. Solicitar a presença dos pais na escola, acionar o Conselho tutelar para menores de 12 anos e de 12 a 18 anos incompletos, acionar a PM ou Polícia Civil, lavrando-se Boletim de Ocorrência. Aplicar a suspensão das atividades escolares por um período de 3 (três) dias e solicitar a reposição dos objetos furtados.
  1. Reincidindo a situação, encaminhar para o Conselho Tutelar e Ministério Público para que se aplique a lei em todos os momentos.
  • Se houver suspeita de qualquer situação irregular será realizada uma investigação com alunos e professores envolvidos, registrar Caderno de Ocorrências da Turma. Caso necessário, a revista deve ser realizada individualmente, em ambiente próprio, de modo que não exponha o aluno ao ridículo e a constrangimento. Os procedimentos posteriores serão os mesmos.




RESPONSABILIDADES DOS PAIS E/OU RESPONSÁVEIS LEGAIS

  • Pais que não assumem os problemas de seus filhos são ausentes e/ou relapsos
De acordo com o art. 227 da CF (art. 4º, ECA) é dever da família (pais e descendentes ou qualquer deles e descendentes) assegurar à ”criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à [...] educação [...]”. Da mesma forma, o art. 229, da CF, diz que os pais “têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, [...]”.
Já o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu art. 5º, disciplina que nenhuma criança ou adolescente “será objeto de qualquer forma de negligência, [...] por ação ou omissão [...]”. O art. 22, ECA, descreve que os pais “têm o dever de sustentar, guardar e educar filhos menores e cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais”. O art. 53, ECA, prevê que “a criança / adolescente têm direito à educação [...]”. O art. 55, ECA, diz que os pais ou responsável “têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. O art. 56, ECA, diz que “os estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar casos de [...] reiteração de faltas, evasão escolar e repetência”, etc.
Os pais sempre devem ser cientificados do que ocorre com os seus filhos, ainda que não compareçam, a escola resguarda-se de eventual alegação de que eles nunca foram chamados na escola. Portanto, todas as tentativas de chamar os pais para conversar devem ser registradas em livro próprio. Os pais que não comparecem, após notificação da escola, por escrito, deverão ser alertados que o não comparecimento injustificado será levado ao conhecimento do Conselho Tutelar ou Ministério Público para outras providências (medidas do art. 129, ECA; art. 246 (abandono intelectual) do Código Penal).
Caso a família mantenha-se inerte e negligente, comunicar Conselho Tutelar sobre negligência, desídia, com cópia dos documentos registrados na escola. O CT orientará e advertirá família, encaminhará para acompanhamento pelo CREAS- PAEFI e, caso não haja mudanças na dinâmica familiar, esses órgãos poderão acionar e representar ao Ministério Público.
Em caso de indícios de problemas de saúde informados pela Escola aos pais que por sua vez não tomam nenhuma medida comprometendo a aprendizagem do aluno após os encaminhamentos citados encaminhar criança/adolescente para saúde, independente de anuência dos pais.


  • Aluno matriculado com um histórico de problemas disciplinares e com infrações graves comprovados e registrados na UE
A escola aceitará o aluno, mesmo que tenha maus antecedentes em outras escolas. Isto não pode servir para rotulá-lo. Porém, no ato da matrícula do aluno deverá ser realizada uma reunião com a presença dos pais ou responsáveis, Conselho Tutelar e um representante do NEPRE e do Conselho Deliberativo Escolar sendo a mesma registrada no Livro próprio.
A escola deverá aplicar o PPP e, diante de tantos problemas, verificar se a rede de proteção à infância e juventude do Município já foi acionada: Conselho Tutelar, CREAS, atendimento psicológico. Quando comunicar o Conselho Tutelar levar os relatórios do aluno para conhecimento dos fatos. Mesmo o aluno ciente do que rege o PPP e não apresentar mudanças disciplinares, serão aplicadas as penalidades contidas no PPP referentes ao que consta no item agressão verbal e física.

  • Pais que fazem confusões e ameaças dentro da Escola
Registrar no Livro de Ocorrências da escola, com possíveis testemunhas.
Tais situações podem configurar a contravenção penal de perturbação de sossego ou o crime de ameaça.
Acionar PM ou Polícia Civil para deter a pessoa em flagrante, lavrando-se, posteriormente, termo circunstanciado para apurar o delito.
Ou registrar BO, posteriormente, indicando eventuais testemunhas para lavrar-se Termo Circunstanciado.

  • Pais/responsável que confrontam pessoalmente outros alunos por acreditar que causaram problema a seu filho
Intervenção da direção escolar para mediar a conversa entre pais e alunos.
Registrar o fato no Livro de Ocorrências.
Comunicar os pais/responsáveis do aluno ofendido.
Caso as ameaças sejam sérias e graves, a escola deve orientar o ofendido a procurar a autoridade policial e tomar medidas internas para evitar o confronto.



  • Permanência de alunos indisciplinados/agressivos que causam evasão de outros alunos
Registro no Livro de Ocorrências, comunicação aos pais através de comunicado escrito ou telefone. Conversar com os pais desses alunos, juntamente com o Conselho Tutelar, para discutir o que pode ser feito, o que leva esses alunos a agirem assim. Se problema com drogas, encaminhar para tratamento; se há problema de violência intrafamiliar, encaminhar ao CREAS.
A adoção dos procedimentos deve ser sempre registrada pela escola, garantindo-se o devido processo legal, direito à ampla defesa e ao contraditório.
Reincidindo a situação, o aluno será transferido de turno, quando houver a possibilidade.
Após esgotar os procedimentos e possibilidades previstas no PPP para inibir a indisciplina, já tendo acionado a rede de proteção do município e, em situações extremas, tudo devidamente registrado nos livros da escola, a família e o aluno devem ser chamados, para que eles, juntamente com a escola e o Conselho Deliberativo, proponham que medida deve ser adotada. Colocar para a família se é justo que o direito dos demais alunos seja prejudicado em razão da indisciplina, agressividade, falta de educação, de um aluno, por exemplo. Registrar ata dessa reunião, demonstrando todas as medidas adotadas pela escola e sugerir a transferência do aluno para outra escola.
Encaminhamento para o Conselho Tutelar e Ministério Público para que se aplique a lei.

  • Chegadas tardias constantes que esgotaram todos os procedimentos previstos no PPP
Registrar advertência do atraso no Livro de Ocorrências, o aluno fica na Escola e não assiste à primeira aula. Nesse dia o aluno não terá direito de realizar as avaliações e trabalhos que foram aplicados em sala de aula.
Após 4 (quatro) notificações não permitir entrada, se não houver justificativa plausível.
Notificar os pais a comparecerem na Unidade Escolar para cientificar sobre a importância do acompanhamento familiar na vida escolar dos filhos, do risco de o aluno reprovar por faltas e caso os pais não comparecem alertar que estarão incorrendo sob a pena de cometimento de crime de abandono intelectual.
Preencher APOIA, após comunicar Conselho Tutelar, que tentará resolver a situação. Se não houver resultado, encaminhar ao Ministério Público, para advertência e, caso não resolva problema, será lavrado Termo Circunstanciado por abandono intelectual em face dos pais.


  • Alunos que não vêm uniformizados para a Escola quando esta o adota e/ou trajam roupas inadequadas para o ambiente escolar
Serão realizadas campanhas de conscientização da importância do uso do uniforme para identificação, organização, segurança, conforto e economia.
O aluno novo terá um prazo de uma semana para se adequar ao uso do uniforme escolar.
Registrar no livro de ocorrência por três conversas com o aluno e comunicar aos pais. Na 4ª ocorrência o aluno não assiste às aulas e serão chamados os responsáveis.
Persistindo no desuso manter o aluno fora da sala de aula, convocar com os pais e Conselho Tutelar para dúvidas providenciais.

  • Alunos que causam dano ao patrimônio público
A destruição, inutilização ou deterioração do patrimônio público constitui, no caso dos penalmente imputáveis, crime previsto no artigo 163, parágrafo único, inciso IV, do código Penal. Todavia, se o responsável por tal prática for adolescente, impõe-se sua comunicação à autoridade policial para apuração do ato infracional respectivo; se criança, ao Conselho tutelar, possivelmente para aplicação de medidas, previstas no artigo 101 da Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), sempre, sem prejuízo, da instauração de regular procedimento disciplinar na escola.
Na escola haverá a investigação dos fatos ocorridos. Advertência verbal, escrita, comunicação e convocação dos pais para comparecer à escola. Suspensão das atividades escolares por três dias.
Deverá haver o ressarcimento do bem público. Caso não ocorra, registrar BO para dúvidas providenciais.

  • Alunos que utilizam aparelhos eletrônicos dentro da UE (celular, tablet, Ipod, MP3...)
Em nossa Unidade Escolar é proibido o uso do celular em Tablet, Ipod, MP3, fone de ouvido em sala de aula. Proibição prevista na Lei Estadual n.º 14363/08.
O aluno será advertido verbalmente e registrado no caderno de ocorrência da turma e no livro de ocorrências. O material será retirado do aluno e somente será entregue aos pais.
Incorrendo em três advertências escritas será enviado comunicado aos pais.
Reincidindo, recolhe-se por tempo indeterminado, suspensão e convocação dos pais a escola.

  • Alunos que permanecem nas imediações da Escola após o término da aula
Alertar aos pais sobre a permanência dos filhos nas imediações, apurar os motivos e comunicar aos pais as situações de riscos. Deixar claro a não responsabilidade da escola se ocorrer algum problema.
Uso de locais inadequados no espaço escolar como telhado da escola e quadra desativada. Subir no telhado da escola é proibido.
A escola não se responsabiliza por eventuais acidentes que ocorram aos alunos, quando da utilização desses espaços sem autorização da direção escolar.
Caso ocorra o aluno receberá advertência verbal e escrita, será realizado o registro e comunicado aos pais. Reincidindo os pais serão chamados à escola e serão alertados que ocorrendo novamente o fato haverá suspensão e registro de BO.

  • VEICULAÇÃO DE IMAGEM
Fica claro que no ato da matrícula os pais assinarão uma autorização do uso de imagens de seu filho(a) pela escola, as quais serão relacionadas somente com atividades curriculares já explicitada no Projeto Político Pedagógico.
É proibido usar a imagem da Unidade Escolar e suas dependências bem como de professores, alunos e funcionários em redes sociais e Internet, como vídeos, fotos, postagens, comentários que esses denigram a imagem e/ou firam os princípios éticos e morais.
Caso isso ocorra às providências serão advertência no caderno de ocorrência de turma e livro de registro com comunicado os pais. Solicitação da retirada da postagem. Se houver recusa, suspensão e/ou transferência da Unidade escolar.
Qualquer outro tipo de veiculação de imagem em redes sociais que denigram a imagem pessoal, ou seja, a exposição voluntária e depreciativa a escola exime-se de qualquer responsabilidade em relação às consequências da postagem realizada e veiculada. Cabe aos familiares intervir com a parte interessada para valer-se de meios para reverter episódios infortunos, a fim de preservar-se dos seus direitos e deveres e resolver em outra esfera, que não a escola. Para tal situação, exemplo de atitudes é: fotos insinuantes, fotos nuas, vídeos e demais.
O registro de imagem do circuito interno poderá ser utilizado como provas dos atos de Indisciplina/infrações sempre que necessário.

Indisciplina/infrações cometidas por aluno com acompanhamento psicológico (sem laudo) receberá as mesmas penalidades disciplinares dos demais desde que a infração não tenha como motivo o suposto problema. Comunicar ocorrido na escola ao psicólogo/psiquiatra que acompanha o aluno, para que auxilie a escola em investigar as razões de o aluno assim agir e em como proceder com ele.
Sugerir aos responsáveis que obtenham laudo acerca da doença para que a escola possa proceder da melhor maneira com a situação da criança/adolescente.
Se os pais mostrarem-se negligentes, encaminhar o problema à saúde.
Seguir os mesmos procedimentos inseridos no item que trata de agressão verbal e física.






















13. ORGANIZAÇÃO DO COTIDIANO ESCOLAR

Para que todos na unidade escolar caminhem em consonância com a missão e objetivos do projeto institucional, é essencial seguir um conjunto de princípios norteadores da prática do dia-a-dia para o planejamento pedagógico.

    1. PLANO DE CURSO

Documento necessário, para direcionar os fundamentos epistemológicos, didáticos e pedagógicos. Deverá ser sistematizado e conter: identificação, pré-requisitos, objetivos, conteúdos programáticos, metodologia, modalidades de avaliação e referência bibliográfica.
O plano de curso poderá ser gravado em pen drive ou CD para eventuais alterações durante o ano, ou atualização no ano seguinte.
A entrega do plano de curso deverá ser quarenta e cinco dias após o início do ano letivo.

    1. CALENDÁRIO ESCOLAR

Será previamente determinado pela Secretaria de Estado da Educação e Inovação e a Escola adequará o calendário a sua realidade, observando também a questão do transporte escolar.

    1. DISTRIBUIÇÃO DAS CLASSES E DAS AULAS PARA OS PROFESSORES

O critério para a escolha das aulas e das classes dos professores efetivos acontecerá de acordo com a legislação vigente, observando os critérios seguintes: professor efetivo, mais tempo de serviço na Unidade Escolar.

    1. DISTRIBUIÇÃO DAS ETAPAS NA EFETIVAÇÃO DAS AULAS

Poderão ser seguidas as seguintes etapas:
  1. Planejamento da aula;
  1. Retomada da aula anterior;
  1. Orientações das atividades;
  1. Considerações finais (conclusões);
  1. Avaliação (produção);
  1. Tarefa de casa (se necessário);

    1. DISTRIBUIÇÃO DO ESPAÇO NA SALA DE AULA E NA ESCOLA

O espaço deve ser utilizado de forma a facilitar o ensino-aprendizagem, devendo sempre ser organizado de acordo com a estratégia escolhida para desenvolver cada aula.

    1. INÍCIO E TÉRMINO DAS AULAS

É obrigatório que se faça à chamada em todas as aulas.
Matutino: 7h e 30min às 11h e 30 min
Vespertino: 13h e 15 min às 17h e 15 min
Noturno: 19h às 22h e 30min

    1. DIRETRIZES ACERCA DO TEMA DE CASA

A tarefa de casa deve ser dada como suporte para a aula posterior ou como reforço do conteúdo ou revisão do que já foi aprendido, sempre com base em objetivos pré-estabelecidos, ser cobrado e corrigido pelo professor. O professor deve conscientizar o aluno para que busque além do aprendido em sala de aula.

    1. ACESSO E USO DA BIBLIOTECA

O acesso do aluno deverá ser limitado ao seu turno de freqüência na escola, obedecendo ao horário pré-estabelecido, devido a carência de profissional na biblioteca. Nos demais horários os alunos deverão buscar os conteúdos das pesquisas usando as bibliotecas públicas.


    1. USO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS

Os recursos tecnológicos serão usados para complementação de atividades e objetivos, constituindo-se de meio e não de fim.
Para um bom desempenho do uso do material tecnológico o professor deverá com antecedência solicitar sua reserva, observando os horários disponíveis e pré-estabelecidos. Relação de documentários, filmes, conteúdos disponíveis na escola separados por área de ensino.
A lista de controle do uso destes recursos ficará sob controle do professor orientador da SI com ciência da Orientação Pedagógica através de relatórios.

    1. REGULAMENTAÇÃO DO USO DA SALA INFORMATIZADA

Normas Gerais da Sala Informatizada

  • A gratuidade na utilização da SI será garantida;
  • A responsabilidade do conteúdo postado na web pelos alunos é do professor que está na orientação dos trabalhos;
  • As penalidades previstas para alunos que praticam bulliyng serão aplicadas aos que componham cyberbullyng, envolvendo qualquer pessoa;
  • Programar o uso da SI (Plano de aula constando os programas que serão utilizados);
  • Fazer cronograma de reserva para utilização da SI;
  • Impressão de cópias restrito para trabalho pedagógico da escola;
  • Autorização assinada pelos pais e/ou responsáveis para divulgar fotos na web.

    1. DIVISÃO E NÚMERO DE ALUNOS POR TURMA
Fazer uma divisão heterogênea, não tendo um número de alunos muito elevado por sala e observando as diretrizes básicas do plano de matrículas.

    1. DIRETRIZES ACERCA DO UNIFORME ESCOLAR

Por decisão em Assembleia de Pais torna-se obrigatório o uso do uniforme escolar pelo aluno, preferencialmente a camiseta. Os alunos que receberam o kit uniforme escolar nos anos anteriores da Secretaria de Estado da Educação podem fazer uso do mesmo. Para a prática da Educação Física os alunos devem vir adequadamente vestidos para esta finalidade.

    1. RELAÇÃO ENTRE DIREÇÃO, PROFESSORES E ALUNOS NO AMBIENTE ESCOLAR

O relacionamento interpessoal deve ser cordial, franco e responsável.
Deve haver respeito à hierarquia funcional e à ética profissional.
O trabalho “em equipe” é estratégia moderna e indispensável para obtenção de resultados positivos em todas as atividades.

    1. RELAÇÃO DOS PROFESSORES E DA ESCOLA COM OS PAIS DE ALUNOS

O professor e os demais integrantes da escola estarão disponíveis aos pais para diálogo e esclarecimento no seu horário de trabalho (hora atividade), nas reuniões e encontros programados.

    1. RELAÇÃO DA ESCOLA COM A COMUNIDADE LOCAL

A escola precisa ter relacionamento franco e aberto com a comunidade externa, colocando-se à disposição para auxiliá-la e, quando necessário, solicitar apoio.

    1. EXIGÊNCIAS DO MUNDO ATUAL

O mundo atual exige pessoas bem informadas, qualificadas e capazes de trabalhar em equipe, com capacidade para criar, executar e fazer executar. A velocidade das informações exige o crescimento pessoal cada vez maior, por isso precisamos estar em constante evolução.

    1. PROJETOS E TEMAS ESPECIAIS

Durante a construção do “Plano Político Pedagógico” da Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos, ficou aprovado pela comunidade escolar que, além de trabalhar os temas transversais, desenvolverá e participará de outros temas, concursos e projetos que surgirem ao longo do tempo, e que sejam considerados relevantes para nossa realidade social.

    1. USO DA MOCHILA ESCOLAR

A escola procurará constantemente lembrar sobre o que Preceitua a Lei 10759 de 16/06/98, informando, orientando e fiscalizando as mochilas de seus alunos quanto ao quesito peso corporal x peso da mochila. Informará também aos pais para que juntamente com seus filhos façam verificações diárias do material existente nas mochilas observando que não poderá exceder a 5% (cinco por cento) do peso corporal da criança do Pré Escolar e de 10% (dez por cento) do peso corporal da criança do Ensino Fundamental.


    1. HORA ATIVIDADE


A Lei que regulamenta sobre Horas atividades encontra-se no livro de Legislação Básica do Magistério Público Estadual p. 65, 66 e 67, Lei 1.139 de 28 de outubro de 1992, art. 4º e 5º, alínea parágrafo 4º, 5º e 6º.
De acordo com o artigo V, parágrafo V da referida Lei: as horas atividades destinam-se ao trabalho extra classe e as atividades complementares a regência de classe (atendimento aos pais, alunos, planejamentos, etc.).
O professor independentemente das aulas dadas deverá cumprir o número de aulas atividades de acordo com sua carga horária:
10 horas/aulas: 02 atividades
20 horas/aulas: 04 atividades
30 horas/aulas: 06 atividades
40 horas/aulas: 08 atividades
Observado a legislação quanto ao cumprimento das horas atividades determina-se que: Conselho de Classe, Reuniões Pedagógicas e outras atividades realizadas aos sábados poderão ser compensadas do cronograma de hora atividade encaminhada a essa Gerência.



    1. Ensino Religioso

As aulas de Ensino Religioso em nossa Escola serão inseridas no horário estabelecido pela Orientação Pedagógica da Escola, ocupando horário, de outras disciplinas, cedidos para esta finalidade, tendo o cuidado de alternar através de rodízio, as disciplina e os dias, para não prejudicar o andamento da carga horária e o conteúdo a ser trabalhado com os alunos nas disciplinas.



    1. AGENDA ESCOLAR


Por decisão em Assembleia de Pais a agenda escolar personalizada passa a fazer parte da lista de materiais escolares adotado pela escola e servirá como instrumento de comunicação entre a Escola e a família.

    1. Aula extra


  • Cada professor deverá deixar na secretaria uma aula extra com conteúdo relevante da sua disciplina para que, em caso de falta, os alunos possam ser atendidos da melhor maneira;
  • A cada bimestre esta aula deve ser renovada para atender a novos conceitos/conteúdos;
  • Caso a aula extra para o bimestre seja utilizada, uma nova aula deverá ser planejada e entregue na secretaria.




    1. PROFESSOR REGENTE

  • Será realizado um sorteio para determinar a turma a cada professor, o qual deverá:
  1. Realizar reunião com a turma para eleger o aluno representante de turma;
  1. Realizar um pré-conselho orientando os alunos para as questões de aprendizagem que devem ser levadas no Conselho (com que atividades eles aprendem melhor, quais eles encontram maior dificuldade em aprender, situações que desfavorecem a aprendizagem em sala, sugestões, etc);
  1. Conduzir o aluno representante ao Conselho de Classe e orientá-lo da sua participação.
  1. Em situações problemas com a turma, ouvir os alunos tentando mediar o conflito da melhor maneira. Caso seja necessário, encaminhar a situação à direção para as devidas providências.
Observação: Incentivar a participação dos alunos no Grêmio Estudantil e Projetos Escolares.

13.24. Intervenções disciplinares
  • O professor receberá bilhetes padronizados a respeito do comportamento do aluno para manter o registro, preencher e informar os pais;
  • Em caso de indisciplina informar os pais através do bilhete. Na reincidência comunicar a direção para registro e conversa;
  • Na ocorrência a direção fará o registro da ocorrência no caderno da turma e solicitará a presença dos pais.






































  1. DIMENSÃO FINANCEIRA

A captação de recursos financeiros da Escola. E.B. Prefeito Silvio Santos, provém de programa como o PDDE- Programa Dinheiro Direto na Escola e PDDE- Escola Acessível, que tem por objetivo reforçar a autonomia gerencial de alunos, pais, professores e demais servidores da educação. Sua finalidade é auxiliar em caráter suplementar com recursos financeiros a APP, visando melhorar a estrutura física e pedagógica, contribuindo para a elevação da qualidade da Educação Básica. São recursos repassados pelo FNDE através de depósito em conta bancária. Os tipos de recursos são de Custeio destinado á aquisição de matérias de consumo e a contratação de serviços para funcionamento e manutenção da escola tais como: materiais didáticos e de expedientes (jogos pedagógicos, blocos lógicos, papel, CDs, cartolinas, etc; materiais de limpeza e de manutenção da rede física como; tinta de parede, material para manutenção e reparo das instalações elétricas hidráulica ou sanitárias; contratação de serviços para pintura de prédio, reparos de equipamentos e outros serviços. Capital destinado a cobrir as despesas com aquisição de equipamentos e materiais permanentes para as escolas, que resultam em reposição ou elevação de patrimônio, tais como aquisição de bebedouros, fogão, armário, ventiladores, geladeiras.equipamentos de informáticas, retroprojetor, projetor de slides, mimeógrafo e outros.
A secretaria Regional, através do Programa de Descentralização Financeira, contribui para o fornecimento de recursos financeiros para as escolas, sendo que esses são distribuídos em três itens orçamentários classificados em: Aquisição de matérias de consumo, outros serviços de terceiros e aquisição de equipamentos e materiais permanentes.
A APP (Associação de Pais e Professores) através de promoções como: festa junina, jantares e ou almoços, pedidos de subvenção e de contribuições espontâneas de pessoas física e jurídica é outra forma de capitação de recursos financeiros.
A aplicação e utilização dos recursos provenientes das diferentes fontes são discutidos e planejados, em reunião, com os membros da APP, Conselho Deliberativo e Direção escolar, onde são observadas as prioridades da UE, após definidas as prioridades registra-se em ata as decisões. Para a aquisição faz-se no mínimo três orçamentos, para compra e ou/ prestação de serviços, de empresas diferentes, procurando sempre o menor preço. Vale ressaltar, que esses recursos são aplicados na melhoria dos aspectos físicos da escola, na aquisição de equipamentos, materiais didático pedagógicos, de higiene e limpeza, ou seja, aplicações que contribuem para o bem estar do educando e para melhora do processo ensino aprendizagem.
A Prestação de Contas é feita por um profissional responsável pela parte administrativa da Escola, em conjunto com a direção respeitando as normas e diretrizes estipuladas de acordo com cada programa.

  1. DIMENSÃO FÍSICA
ESPAÇO FÍSICO, INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS

A Escola de Educação Básica Prefeito Silvio Santos possui 7.000 m² de terreno, 1.449 m² de área construída, 2 pavimentos e 1 bloco anexo limitado por um muro de alvenaria . A Escola dispõe de 14 salas de aula com aproximadamente 48m² cada. Não possui quadra de esportes nem ginásio, portanto não dispomos de espaço físico adequado a prática da Educação Física. A sala dos professores tem espaço reduzido, assim como a biblioteca escolar que foi adaptada devido à implantação do Laboratório de Informática. Nosso laboratório dispõe de 10 computadores e dois aparelhos de data show.
A cozinha foi cedida à empresa Nutriplus, responsável pela merenda escolar desde a terceirização. Entretanto o espaço para refeitório é reduzido.
Os banheiros foram reformados e ampliados para atender a demanda; receberam as adaptações necessárias para garantir a acessibilidade dos alunos cadeirantes assim como o primeiro pavimento. Porém o pavimento superior ainda compromete a acessibilidade, pois possui somente a escada como meio de passagem e não é antiaderente. A estrutura arquitetônica do prédio não favorece a construção de uma rampa de acesso.
Os espaços destinados ao setor administrativo-pedagógico também são reduzidos, a escola não possui laboratório de ciências físicas e biológicas, porém uma sala de aula é destinada para armazenar os materiais didático-pedagógicos de ciências que são utilizados na medida do possível. Nossa escola não possui depósito adequado para armazenar material didático pedagógico, de expediente e de manutenção da unidade escolar. O armazenamento dos arquivos passivos sofre com a falta de espaço, além do difícil acesso aos documentos e ambiente inadequado para a conservação dos mesmos.
A ventilação de todos os espaços físicos da unidade escolar é inadequada além de apresentar grande umidade em alguns períodos do ano, especialmente nos mais chuvosos. A escola não possui saídas de emergência, extintores de incêndio nem lâmpadas de emergência.
Da sua construção até hoje, a escola nunca recebeu uma grande reforma. Entretanto, sempre foi realizada a manutenção, reparos emergenciais e adaptações necessárias para atender a demanda da melhor maneira possível.
De acordo com o que prevê a Lei que normatiza o funcionamento das Escolas da Rede Estadual Catarinense e demais legislação sobre o assunto nossa Escola tem seu espaço físico inadequado.
Deixamos aqui de relacionar os equipamentos que fazem parte do patrimônio da Escola, pelos motivos que julgamos, como comunidade escolar, serem sem relevância inserir discriminativos no P.P.P., pois além de estar em constante alteração, desde entradas de novo e saída de equipamentos inservíveis, a escola possui estes dados em arquivo próprio de fácil acesso e manuseio.

  1. CONCLUSÃO


O Projeto Político-Pedagógico da Escola de Educação Básica Prefeito Sílvio Santos pretende estabelecer um norteamento para os trabalhos pedagógicos que se desenvolverão na escola. No entanto necessário se faz ressaltar que o mesmo não tem por objetivo servir de camisa de força, impedindo o desenvolvimento da criatividade do corpo docente e discente, mas sim apenas direcionar a tematização dos projetos de intervenção pedagógica a serem desenvolvidos em cada tempo da formação do educando e em conformidade com as possibilidades e necessidades do tempo presente.





Referências

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FERREIRA, Isaac. Coerência, informatividade e ensino: estudo e reflexão em textos de professores do Ensino Fundamental. 2000. 148f. Dissertação (Mestrado em Lingüística) Programa de Pós-Graduação em Lingüística da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis: UFSC.
O gênero textual na formação docente e na sala de aula: cenas de compreensão, produção e divulgação de texto. 2007. 278f. (Doutoramento em Linguística). Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis: UFSC.
Sobre esfera social, gênero textual e tipologia textual: conceitos e ponderações para a prática pedagógica. In: HEINIG, Otília L. de O. M. & FRONZA, Cátia de A. (Org.) Diálogos entre linguística e educação, II: a linguagem em foco: a interlocução continua. Blumenau: Edifurb, 2011, p. 105-112.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 33ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006.
FURLANETTO, Maria Marta; BORTOLOTTO, Nelita. Ensino da língua: mudar para quê?. Palestra proferida na I Conferência Estadual de Educação – SINTE – UFSC em 06/03/1997. Florianópolis, 1997. Disponível em http://br.geocities.com/agatha. Acesso em 31.12.2006.
GONÇALVES, H. A. O conceito de letramento matemático: algumas proximações. Disponível em: www.virtu.ufjf.br/artigo%202a14.pdf. Acesso em: 11 fev 2010.
SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. Proposta Curricular de Santa Catarina: educação infantil, ensino fundamental e médio: Disciplinas curriculares. Florianópolis: COGEN, 1998.
Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. Diretrizes 3: organização da prática escolar na educação básica: conceitos científicos essenciais, competências e habilidades. Florianópolis: Diretoria de Ensino Fundamental/Diretoria de Ensino Médio, 2001
Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia. Proposta Curricular de Santa Catarina: Estudos Temáticos. Florianópolis: IOESC, 2005.

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